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Cultura

Lollapalooza

Lollapalooza 2016: Florence and The Machine encerra festival de modo apático

Diante de um público pequeno e de uma garoa forte, banda britânica teve poucos momentos empolgantes

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Pedro Antunes,
O Estado de S. Paulo

13 Março 2016 | 21h55

A reclamação generalizada era da falta de atrações de peso para encerrar o festival. Se no primeiro dia, sábado, 12, o rapper Eminem se apresentou para um público que se encaminhava para a saída, Florence Welch e sua banda experimentaram uma plateia pela metade. 

De fato, falta força. O Florence and The Machine foi escalado para encerrar as atividades do palco Skol, o principal do Lollapalooza, a viu diante de si um público mirrado. Metade da capacidade da área em frente ao palco estava vazia, enquanto Florence Welch tentava, à sua maneira, aquecer a plateia. 

A culpa não é da moça, muito menos da banda, mas a garoa forte e a falta de popularidade prejudicaram a performance.

Durante a apresentação do Noel Gallagher, que tocou às 18h, por exemplo, havia mais gente em frente ao palco Skol. 

Florence tentou como pôde. Carregou a bandeira do Brasil logo no início da apresentação, entregou a performance vocal, quase erudita, a todo mundo. Sua voz treme, frágil, embora potente. Erudita como poucas no pop, se não única, Florence canta como uma espécie de fada céltica, caminha para lá e para cá com seu vestido azul esvoaçante.

Depois da potência que foi Brittany Howard, do Alabama Shakes, que se apresentou no meio da tarde deste segundo dia do Lollapalooza, contudo, os graves vibrantes dela soam enjoativos. 

Hits como Shake It Out, Ship To Wreck e Dog Days Are Over proporcionaram pequenos momentos de êxtase. O público à frente do palco vibrou como nunca. Os fãs do Florence and The Machine aprovavam a performance potente, certamente, mas o encerramento não deixou de ser apático por conta disso. 

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