Kevork Djansezian/ Reuters
Kevork Djansezian/ Reuters

Líder da banda The Animals lembra influência de Chuck Berry na música

Eric Burdon disse que de certa forma estava contente, pois Berry conseguiu ter o amor de milhões de pessoas do mundo

EFE

19 Março 2017 | 14h33

O líder da banda britânica The Animals, Eric Burdon, afirmou neste domingo, 19, que a influência musical de Chuck Berry foi tão importante que "qualquer um que estivesse no mundo do rock ou do 'rhythm and blues' tinha que tocar" seus temas.

Burdon realizou em maio de 1964 uma turnê pelo Reino Unido junto a Berry, autor de clássicos como Johnny B. Goode, que morreu no sábado, 18, em sua casa do estado do Missouri, nos Estados Unidos, com 90 anos.

"Foi muito amável comigo. Muita gente tinha opiniões diversas sobre ele, mas comigo foi muito amável", disse Burdon, de 75 anos, em uma entrevista à emissora BBC.

"Me levou algumas vezes para comer e me informou sobre o quão duro era o mundo da música. Me falou para eu ter cuidado com meu dinheiro", lembrou o cantor, que ficou popular com os The Animals pelo tema The House of the Rising Sun.

Burdon explicou que uma das lembranças mais vivas que conserva de Berry é de um concerto no qual ambos participaram na atual sala Hammersmith Apollo de Londres.

"O público estava louco para que ele voltasse ao palco, mas ele tinha se fechado no camarim", narrou o músico britânico.

"Peter Grant e Don Ardem (ambos representantes musicais) estavam de joelhos, passando bilhetes por baixo da porta. Chuck estava do outro lado e dizia: 'Não, necessito de pelo menos outros quinhentos dólares para sair'", relatou.

Para Burdon, "esse é o resumo de quem era Chuck, um empresário realmente duro".

"De certo modo, estou contente que quando chegou o momento de morrer, morreu com dinheiro no banco e muito amor por parte de milhões de pessoas no mundo todo", afirmou.

Em outubro, Berry tinha anunciado sua intenção de lançar neste ano seu primeiro novo disco em 38 anos.

Apesar de seu sucesso, o roqueiro americano teve diversos confrontos com a justiça durante sua vida e esteve em diversas ocasiões atrás das grades.

"É preciso lembrar que não era fácil ser negro nos Estados Unidos, portanto podemos perdoar um pouco essas passagens pela prisão e ver como uma parte da experiência americana", afirmou Burdon.

 

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