MARCOS DE PAULA/ESTADÃO
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Jon Bon Jovi não aguenta mais cantar hits como ‘Livin’ on a Prayer’: ‘Me deprime’

Vocalista do Bon Jovi diz que precisa aceitar o fato de que cantará seus maiores sucessos até a aposentadoria

Redação, O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2016 | 10h31

Aos 54 anos e 33 de carreira, Jon Bon Jovi sabe que nunca poderá deixar de tocar seus hits. Isso não significa que ele fique feliz com isso. Em entrevista ao The Guardian, o vocalista do Bon Jovi contou que a obrigatoriedade de executar os maiores sucessos da banda em todos os shows é algo que lhe incomoda, mas não há nada que ele possa fazer a esse respeito. 

“Eu fico entediado em cantar meus maiores sucessos”, disse o músico. “Eu realmente preciso cantar ‘Livin’ on a Prayer mais uma vez? Sim. Para todo o sempre, sim. E esse pensamento me deprime. Preciso aceitar isso.”

Prestes a lançar um novo disco com o Bon Jovi, This House Is Not for Sale, que chega às lojas no dia 4 de novembro, o vocalista disse estar preparado para a aposentadoria – ainda que ela demore para chegar. “No minuto no qual não estiver mais me apresentando no nível que me acostumei, estou fora”, conta ele. “Vocês nunca me verão em uma turnê ‘onde estão eles agora’. Eu nunca vou sentir falta de tocar em lugares pequenos e isso não tem relacionado ao ego. Eu só gosto de tocar para um mar de pessoas.” 

This House Is Not for Sale é primeiro álbum de estúdio do Bon Jovi sem o guitarrista Richie Sambora. “Quebrou meu coração quando Richie Sambora deixou a banda”, disse. “Nós trabalhamos juntos por 30 anos. Eu não tenho ressentimentos, mas ele poderia ter feito isso (a saída da banda) em uma maneira melhor, em vez de simplesmente parar de aparecer para trabalhar.” 

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ucesso enorme nos anos 1980 e 1990, Jon Bon Jovi esteve próximo das drogas, mas diz que nunca se sentiu tão atraído por elas. “Sempre me contentei em beber uma garrafa de vinho e ir para a cama. As drogas nunca foram muito atrativas para mim. Vi muitas pessoas caírem no fundo do poço por causa delas ao longo dos anos.” 

Com um novo disco no forno, o músico também admite saber que as vendagens de álbuns já não são como eram. E não espera mais por milhares de discos vendidos como antigamente. “Os anos dourados da música já passaram”, avalia. “Os dias de vender 30 milhões de discos já são no passado faz tempo. Eu não gostaria de ser um jovem músico atualmente.” 

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