Francisco Cepeda/AgNews
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John Mayer mostra, em SP, por que está um degrau acima de sua geração de popstars 

Guitarrista exímio saca baladas e blues que fazem vibrar mesmo um estádio parcialmente lotado

Julio Maria, O Estado de S. Paulo

18 Outubro 2017 | 22h47

John Mayer surgiu dez minutos depois do horário marcado,  21h25,  para a passagem por São Paulo de sua turnê The Search for Everything, nome de seu álbum mais recente, lançado neste ano. E o Allianz Parque estava ainda bem vazio, se comparado a outros shows que passaram por ali recentemente. Os anéis das arquibancadas com posições de frente ao palco estavam com pouquíssimas pessoas e a pista Premium tinha uma concentração maior à frente do palco.

Do palco, Mayer não parecia abalado. Seu show veio com força desde o início, com uma sequência matadora. Helpless, Moving On and Getting Over, Something Like Olivia, Changing. Sua guitarra é poderosa, cheia de lições bem feitas das aulas que teve nos discos de Stevie Ray Vaughan e Eric Clapton, o fazendo um caso quase isolado dentre os popstars de sua geração. 

O chamado Capítulo 3 (ele dividiu o show em cinco capítulo) esteve especialmente poderoso, com os blues Everyday I Have The Blues, Crossroad Blues, Who Did You Think I Was.  Com Free Fallin, em outro momento, fez uma bela homenagem a Tom Petty, morto recentemente, deixando claro a beleza que consegue extrair do lugar que encontrou entre o blues e o pop. 

Mayer estava visivelmente mais magro, um pouco pálido e com olheiras que denunciavam um certo cansaço. Isso visualmente, nada que tenha passado para sua  música durante a média de duas horas previstas para que ele seguisse no palco. Ainda que não tenha o carisma dos maiores popstars, ele já tem uma coleção de hits que seguram uma plateia nas  mãos. E foi o que aconteceu.

 

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