Ingleses do Artic Monkeys empolgam público do TIM Festival

Banda foi uma das principais atrações da noite de sexta-feira, no Rio

Nicola Pamplona, da Agência Estadão,

27 Outubro 2007 | 16h22

Uma das atrações mais esperadas da edição deste ano do TIM Festival, o quarteto inglês Arctic Monkeys fez o chão tremer na tenda principal da versão carioca do evento, na noite desta sexta-feira, 26. Com casa lotada, o grupo conseguiu saciar a vontade dos fãs, que já se aglomeravam em uma fila na porta da tenda antes mesmo de a cantora islandesa Björk, que fechou o programa anterior, iniciar sua apresentação. O show dos Monkeys teve abertura dos conterrâneos Hot Chip, em um programa batizado de Novo Rock UK.   Veja também: Björk mostra por que é uma artista rara Galeria de fotos do show da Björk  TIM Festival tem atraso e mudanças na primeira noite do Rio   A abertura da tenda, pouco depois das 23h30, provocou uma correria de fãs ávidos por um lugar perto de Alex Turner e companhia, que estouraram no ano passado após o lançamento do álbum Whatever people say I am, that's I am not. A banda de abertura, mesmo jogando para uma platéia um tanto quanto dispersa, fez um apresentação competente, chegando a transformar a tenda em pista de dança, embalada por batidas eletrônicas e um baixo envolvente, com os graves às vezes propositalmente saturados.   Formado por Alexis Taylor (vocal, guitarra, percussão e teclado) e Joe Goddard (vocal e sintetizador), além dos acompanhantes Owen Clarke (guitarra e sintetizador), Al Doyle (guitarra, sintetizador e baixo) e Felix Martin (bateria e percussão), o Hot Chip tem um som dançante de tintas oitentistas, com clara influência de New Order, mas mesclado com climas e efeitos que remetem às diversas vertentes da música eletrônica dos 90 para cá. Receita eficiente para entreter, por 45 minutos, um público que só chegou a acompanhar os vocais no hit Over and over.   Os Arctic Monkeys começaram sua apresentação com a instrumental Sandtrap, desconhecida do grande público. Foi, talvez, o único risco incorrido pela trupe. O restante do show mesclou canções de seus dois discos - além de Whatever people say..., eles lançaram este ano Favorite Worst Nightmare -, tocadas como estão nos álbuns, sem grandes espaços para improviso. A banda deu um ritmo intenso ao show, com pouco tempo de passagem entre as músicas e quase nenhuma conversa com o público.   Os Monkeys mostraram que conseguem manter, ao vivo, a mesma urgência que caracteriza os álbuns, com um rock rápido, de refrões pesados e bateria destruidora, às vezes remetendo ao punk que dominou Londres no final dos 70. O vocalista Alex Turner só falou à platéia ao fim da quinta música, Dancing Shoes, soltando um "obrigado", em português, seguido por "nós somos os Arctic Monkeys, pessoal, é bom ver vocês", em inglês mesmo.   A reação do público aos primeiros acordes de I bet that you look on the dancefloor, do primeiro álbum, tocada exatamente na metade do show, atesta que os Arctic Monkeys já incluíram uma na lista dos grandes clássicos desta geração roqueira. A canção foi cantada a plenos pulmões pelo público que, em determinados momentos, abafava a voz de um Turner empolgado com a recepção.   Na sequência, duas grandes músicas do segundo disco - Fluorescent Adolescent e Teddy Picker, também com grande participação do público. A apresentação foi encerrada com A Certain Romance, pouco mais de uma hora depois do início. Mas nem a curta duração do show nem a ausência de bis conseguiram retirar o brilho de satisfação dos olhos dos fãs, que pularam durante quase todo o show e chegaram a inventar coros de acompanhamento dos riffs de guitarra.

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