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Há 40 anos, Elvis Presley se tornava um imortal

Morte ainda hoje inexplicada do maior e primeiro produto da indústria da música pop comprovaria o tamanho do negócio que ele inaugurou nos anos 50. Veja sete versões para músicas que ele colocou na História

Julio Maria, O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2017 | 16h18

Ninguém ainda sabe ao certo o que houve na mansão de Graceland, em Memphis, entre 10h e 14h do dia 16 de agosto de 1977, há exatos 40 anos. Sabe-se que Elvis Aaron Presley foi ao banheiro e leu algo. Sabe-se que havia tocado algumas músicas ao piano na noite anterior, praticado um pouco de tênis e deitado por volta das 5h da manhã. Quando sua namorada Ginger Alden o encontrou no banheiro da suíte, ele havia sofrido um colapso cardíaco. Aos 42 anos, Elvis havia se tornado o primeiro nome planetário produzido pela indústria musical. Ou melhor, ele havia inventado a própria indústria musical.

Pelos 40 anos que se passaram, seu nome ganhou força e se tornou uma marca. Mesmo sem contar com relançamentos sistemáticos de seus discos, sua presença na produção mesmo de artistas que nunca se aproximaram do astro confirmou a importância de uma existência que teve origem na cidade de Tupelo, em 8 de janeiro de 1935. Para o bem dos que queriam a revolução comportamental e que se abasteceriam do blues acelerado no ritmo, esbranquiçado na cor e encenado no palco - algo que ganharia o nome de rock and roll - , e dos que se sentiram injustiçados pela "apropriação indevida da cultura negra", como acusava, Chucky Berry e Ike Turner (ex-marido e pugilista de Tina Turner), Elvis se tornou o primeiro imortal

Aqui, sete canções que ele gravou que foram reprisadas pela história nas vozes de outros artistas.

1, Dois anos antes que o próprio rock and roll fosse assim nomeado, por volta de 1954, a furiosa Big Mama Thorton gravou Hound Dog, uma das canções que Elvis tornaria famosa no mundo

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2. A doce Norah Jones fez Love Me Tender tocar de novo, com ternura renovada, ao regravar a canção que Elvis fez para o filme homônimo (Ame-me com Ternura), de 1956. Norah coloca o coração em cada ponta de nota

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3. Em 1980, o filme The Blues Brothers fez o favor de trazer a onda do blues de volta e, de quebra, o espírito da primeira fase do rock and roll. A parte do filme em que a banda, liderada por Dan Aykroyd e John Belush, canta e dança Jailhouse Rock na cadeia é um clássico do mesmo tamanho da própria música, lançada por Elvis em 24 de setembro de 1957.

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4. Ninguém pensava muito em Elvis nas danceterias dos anos 80 atpe que surgiu o trio britânico Fine Young Cannibals. A versão house de Suspicious Minds foi um dos maiores acertos de sua curta carreira, que duraria de 1984 a 1992

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5. Paul McCartney reverenciou seu ídolo maior em 1990, quando cantou o êxito Its Now Or Never (a original era a antiga canção italiana O Sole Mio, de 1898).

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6. Frank Sinatra considerou Elvis sua própria morte artística quando sentiu o golpe com o aparecimento mundial do rock and roll. eles chegaram a se encontrar em um programa de TV nos Estados Unidos, trocaram gentilezas, mas Sinatra jamais engoliu o que chamava de superficialidade do rock and roll. Os dois cantores fizeram versões igualmente imortais para My Way

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7. Em mais uma onda de renascimento, Elvis foi lembrado pelo oitentista Cheap Trick com essa versão quase glam de Don't Be Cruel

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