Rafael Ramos/Divulgação
Rafael Ramos/Divulgação

Grupos de Salvador se espalham pelo Brasil misturando ritmos regionais e beats eletrônicos

Attooxxa, que traz seu show a São Paulo, BaianaSystem, Larissa Luz e outros artistas chamam atenção para a produção musical da cidade — de novo

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

01 Fevereiro 2018 | 06h00

O grande candidato ao hit do carnaval de Salvador deste ano é uma mistura do tradicional pagodão baiano com técnicas eletrônicas: Elas Gostam (Popa da Bunda), do grupo Attooxxa (ou ÀTTØØXXÁ, como eles preferem), com participação de Psirico. A banda do produtor Rafa Dias, expoente de um grupo contemporâneo de músicos, artistas, MCs e produtores vivamente criativos da Bahia, se apresenta nesta quinta, 1.º, em São Paulo no Sesc Pompeia, às 21h30.

Músicos e produtores de Salvador com quem a reportagem falou nos últimos dias evitam usar a palavra “cena”, porque como em qualquer momento como esse não há um arranjo orgânico, mas é impossível não notar a grande quantidade de nomes fazendo música alternativa de qualidade com sotaque baiano. 

Frutos de um trabalho que envolve muita gente e já ocorre há mais de dez anos, com a proliferação natural da internet e a diversa qualidade musical dos projetos, eles aos poucos rompem o underground soteropolitano para ganhar as casas de shows e praças dos outros grandes centros urbanos do Brasil.

Dois elementos parecem reunir nomes diversos desse espectro musical que resiste a definições tradicionais de gêneros musicais: música eletrônica e cultura periférica de Salvador.

O BaianaSystem é o nome citado por todos como uma espécie de farol (mas não necessariamente pioneiro): na estrada há cerca de 10 anos, o grupo consolidou sua estética para se firmar entre os melhores show do País.

Mas eles são apenas a ponta do iceberg de uma movimentação que há pelo menos duas décadas existe no subterrâneo da cidade, mas que aos poucos ganha o Brasil, com as possibilidades de divulgação do século 21 e editais de patrocínio, governamentais e privados.

O Attoxxa surgiu no início da década depois que o produtor Rafa Dias, de 27 anos, já vinha experimentando ao misturar música eletrônica com batidas percussivas regionais. “Muita gente vinha fazendo isso com o ghettotech, o kuduro, a cumbia eletrônica. Minha intenção era fazer o arrocha com dubstep, um projeto para pista, mas o tempo passou e o pagodão prevaleceu”, explica sobre o som da banda, praticamente indefinível, que busca lá fora referências que vão de Major Lazer a Buraka Som Sistema.

“A indústria pesou demais na Bahia nos anos 2000, a galera meio que encaixotou os ritmos”, diz. “Mas sempre rolou o movimento de experimentação. Tinha menos público, a internet não tinha chegado, houve pouca comunicação.”

O produtor Alex Pinto está nessa estrada também pelo menos desde 2007, com a Orquestra Rumpilezz, foi produtor do BaianaSystem por períodos entre 2010 e 2017 e agora trabalha com o Attooxxa.

“A fase da música mais industrial, o axé dos anos 1990, ficou muito na crista da onda. Os grupos com menos favorecimento econômico não conseguiam aparecer: Lampirônicos, Scambo, Adão Negro. Depois veio essa galera em que o Baiana virou o grande artista que conseguiu quebrar as barreiras importantes, chegar a São Paulo, aos Sescs, Virada Cultural, Lollapalooza”, explica.

Na opinião dele, houve uma profissionalização na produção de shows, e editais do governo estadual e de empresas, como o Conexão Vivo, ajudaram a estabelecer novas oportunidades. 

“Mas não existe uma liga: são movimentos que as pessoas fazem. Existem artistas que compartilham de informação musical, mas não existe um pensamento estratégico”, afirma.

RAP

A conexão com a cultura hip-hop é outro ponto de interesse comum entre os músicos dessa “pseudocena”, como denomina outro de seus expoentes, o rapper Vandal de Verdade. Nome conhecido em Salvador e também no cenário hip-hop de São Paulo, ele tem se apresentado em diversos shows do BaianaSystem e tem relação próxima com Rafa Dias, do Attooxxa, que produziu várias faixas do seu primeiro disco, TIPOLAZVEGAZH, de 2015.

Três novas faixas de Vandal foram lançadas no dia 1.º de janeiro, e ele diz que um novo disco vem aí também em 2018.

“Por muito tempo a música alternativa penou e penou em Salvador, e agora ela está conseguindo alcançar novos nichos, mas não existe uma cena formada”, explica. “Existem nomes que estão lutando nas trincheiras, como eu, para que isso aconteça. Somos uma cidade pobre. Não temos dinheiro necessário para fazer com que isso tenha uma efervescência mais concentrada, que ganhe proporções maiores. O primeiro momento é entender o que se quer fazer”, opina – caso contrário, a coisa toda pode cair num “oba-oba” que poderia recriar um novo axé. “Não é o momento para isso.”

Para ele, a música eletrônica está presente sim, “mas a cultura periférica não está presente, ele está sendo usada”. Apesar de se incomodar um pouco com isso – Vandal nasceu no bairro da Cidade Nova, “gueto autêntico” –, ele diz reconhecer a necessidade de mercado, mas acredita que o conhecimento da história das produções independentes na cidade é fundamental para que as iniciativas se estabeleçam e possam, enfim, formar uma cena.

Não é novidade ver a Bahia na vanguarda musical do Brasil – ver isso acontecer de novo, porém, não deixa de ser animador.

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Entrevista: Vandal de Verdade, rapper de Salvador, prepara novo disco para 2018

Parceiro do BaianaSystem e de vários produtores da cidade, músico se destaca com sons e ideias originais: 'minha busca por construção sonora foi ter a identidade da minha terra'

Entrevista com

Vandal de Verdade

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

01 Fevereiro 2018 | 06h00

Vandal de Verdade é nome conhecido na cultura hip hop de Salvador, e também em outros centros desde que lançou a TIPOLAZVEGAZH MIXTAPEH, no final de 2015, mas ele mesmo diz não ser muito de entrevistas. As ideias que ele mandou, porém, durante a apuração para a reportagem sobre a música alternativa da Salvador contemporânea, mereciam mais do que algumas linhas.

Três novas faixas de Vandal foram lançadas no dia 1.º de janeiro, e ele diz que um novo disco vem aí também em 2018.

+ Os Novos Baianos: o que ouvir da efervescente produção musical de Salvador

“Somos uma cidade pobre. Não temos dinheiro necessário para fazer com que isso tenha uma efervescência mais concentrada, que ganhe proporções maiores. O primeiro momento é entender o que se quer fazer”, opina.

Apesar de se incomodar um pouco com o fato de a cultura periférica estar sendo usada por outros músicos – Vandal nasceu no bairro da Cidade Nova, “gueto autêntico” –, ele diz reconhecer a necessidade de mercado, mas acredita que o conhecimento da história das produções independentes na cidade é fundamental para que as iniciativas se estabeleçam e possam, enfim, formar uma cena

Se você puder começar falando das suas referências: onde você cresceu, ouvindo o que e o que você tava buscando para construir esse seu som?

Eu cresci no bairro da Cidade Nova, em Salvador, bairro de periferia, gueto autêntico. Sou oriundo de Festas de Largo, não me formei em batalha de freestyle, como os MCs convencionais. O que eu ouvia: uma gama de possibilidades musicais. Vi muitos estilos por frequentar esses eventos que tinham um intuito de entreter o povo. Se tocava de tudo um pouco. Baseado obviamente no pagode, axé e vertentes baianas. Depois disso, tive um encontro com o Ministereo Público e as Quintas Dancehall, onde tive acesso à música jamaicana de forma mais massiva, que me deu um norte. Até que encontrei a cena londrina, Dizzee Rascal, Wiley, que me mostraram que era possível fazer algo diferente. Que não se assemelhasse com nada que estava sendo feito. Por isso me considero totalmente diferente, musicalmente falando, principalmente falando dos MCs que a gente tem aqui. Na real, minha busca por construção sonora foi ter a identidade da minha terra, com minhas gírias, com meus processo musical.

Você já lançou três faixas novas agora no começo do ano… quais são os planos pra 2018?

Sim. Na real foram três presentes para as pessoas que acompanham meu trabalho, com o intuito de mostrar que esse ano eu viria de uma forma mais intensa a nível de distribuição de material. Tenho planos vastos para esse ano, que culminam num disco, chamado Vanguarda, no qual já venho trabalhando há algum tempo, e agora tive um norte para concretizá-lo. Algumas outras surpresas e novidades, mas esse ano para mim é num nível hard.

Tira sua Paz e Mimimi tem produção de Portugal, que é um produtor novo. Esse ano quero fazer isso, trazer produtores que não têm conhecimento do grande público. Assim como eu venho buscando, vou me unir a pessoas que buscam isso também. Para levar para um patamar de trabalho de ajuda mútua. Com pessoas que têm o mesmo intuito que eu, de apresentar algo novo.

Você acha que o processo de organização das bandas/grupos/MCs em Salvador, ou seja, como elas funcionam, a relação com a produção dos shows, etc, isso influencia no som e na criação dessa “cena”?

Por muito tempo a música alternativa penou, penou e penou e agora ela está conseguindo alcançar novos nichos, mas não com uma cena formada. Não existe uma cena formada. Existem nomes que estão lutando, nas trincheiras, como eu, para que isso aconteça. O diálogo com produtores, MCs, grupos, bandas, ainda é muito cômodo. Somos uma cidade pobre. Não temos dinheiro necessário para fazer com que isso tenha uma efervescência mais concentrada. Para que ganhe proporções maiores. O primeiro momento é entender o que se quer fazer e levar para um patamar de exaltação na nossa cidade, do nosso estado. Para que não se configure como um oba oba. O momento nosso é entender o que está sendo feito e não cair num oba oba de cena musical, se não vamos recriar um novo axé. Não é o momento disso.

A música eletrônica está presente em tudo, mas a cultura periférica não está presente, ele está sendo usada. Estão usando elementos de periferia. Existem pontos, gírias, o pagodão, a música, os trejeitos, o estilo que está sendo empregado para se movimentar esse processo. Mas não existe a periferia nesse processo. Existem sim alguns pontos que conseguiram se organizar para que essa música seja ouvida. Mas a periferia em si, a cultura periférica, está apenas sendo usada.

Em que sentido?

Os artistas que estão em evidência, nenhum deles é genuinamente de região periférica… nenhum deles. Fato consumado. Cidade de SP e do Rio não sabe disso. Não que não possa fazer música por isso. Mas eu digo que como alguém de periferia, um dos poucos, único músico, pelo fato de eu trabalhar com BaianaSystem e isso me dá projeção, amigo pessoal de Russo Passapusso, eu sou o único genuinamente de periferia. Que viveu e vive essa realidade. Estou dizendo da realidade. Alguém que quando for visto na TV vai ser enxergado como alguém de lá mesmo. Os nomes em evidência não são de periferia. Independente de cor de pele, moram justamente nas regiões mais abastadas de Salvador. E utilizam da gíria, dos trejeitos, do discurso para fazer esse apanhado.

Isso te incomoda?

Me incomoda de uma certa forma. Mas eu tenho uma visão mais maquiavélica de que isso é o mercado. Um exemplo: Drake veio do Canadá, pegou o processo ali dos EUA, com ajuda do Lil Wayne. Mas ele não é daquilo. Eles não vão deixar alguém de periferia se tornar um ícone. Quando apareço com as minhas roupas, isso mexe com os brios. As pessoas sabem quando é fake. Eu apenas faço um pedido para que as pessoas pesquisem. Trabalho com a gíria, música, eletrônica, regionalização etc, há mais de 10 anos. Pessoas que surgiram agora não são representantes e não dizem isso… alguém tem que falar. Eu preciso ser mais forte para poder falar isso, para não soar como hater. Preciso defender minha essência, meu povo. Foram 10 anos com Ministereo Público carregando caixa, nos bairros onde tem tráfico, onde tem ignorância. Pessoas não se referem a isso. São Paulo e Rio não conhecem o que está acontecendo em Salvador, conhecem pelo Instagram, pelas redes, por alguns portais. Conhece o que surgiu. Como ter uma cena se não existe uma história?

Não tenho nada contra ninguém que está em ascensão, tem espaço para tudo e para todos. Não tenho nenhum sentimento de rusga ou ódio, mas tenho desejo de manuntenção da história e fazer com que a periferia genuína tenha seu espaço ali.

 

 

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No documentário SALCITY é mencionado um momento de transição "pós-Sulicídio", que eu entendi também como um momento de profissionalização… como você tá sentindo isso?

Acompanhei de perto, Salcity é uma música minha, é o apelido da cidade. É um dos hinos que eu consegui desenvolver para a minha cidade. Não existe bem esse processo de transição. É meio estranho dizer isso. Parece que todo mundo está correndo. A gente tem uma carência muito grande em relação a isso. Existe um déficit financeiro, um déficit de informação surreal, ainda é difícil gravar, se locomover, ter acesso ao que os outros artistas de outros nichos possuem. Não acredito muito no “Pós-Sulicídio”. A música startou dois nomes, que se projetaram nessa música. Isso aconteceu em São Paulo e no Rio, com nomes que ganharam força depois disso. Mas eu pergunto a você o nome de um MC de Natal, de Aracaju, de Vitória da Conquista, o nome de um grupo de Itabuna, de Teixeira de Freitas, o nome de alguma MC nordestina. Então é mais uma vez um oba-oba, de portas abertas, de pretos no topo, outros títulos e jargões que fazem com que as pessoas achem que já está tudo ganho, tudo encaminhado, processo de transição… a gente tá num processo de “parar para acertar”. De parar para se olhar o que está sendo feito. Novamente, é momento de parar, olhar o que está sendo feito, o que precisa ser feito. Para que se dê uma força concreta a tudo isso que vem acontecendo. Para não ocorrer novamente um oba oba de ceninha musical. Temos que pensar na cidade, na região, na Bahia, em Aracaju, em Fortaleza, Natal, etc.

Pensar e ver como isso realmente pode ser utilizado. É muito delicado eu falar sobre isso. É como pensar que o jogo está ganho, ou se passou de fase. Quem lucrou com o Sulicídio foram as pessoas que confeccionaram a música, e os grupos de fora que são esse “pós”. A gente no Nordeste ainda tem que trabalhar muito para não se configurar como um sistema de cotas, como uma portinha aberta ou como um acesso dado, mas com uma neblina na frente. Muito precisa ser feito ainda.

Sinto que 2018 começou como começou 2017, as expectativas, etc. Tudo isso que está aparecendo já estamos fazendo em Salvador há 10 anos, misturando rap e pagode, com música baiana. Há 10 anos, vem crescendo. Não é nada novo para a gente aí. É novo para vocês em São Paulo, no Rio. É só olhar os vídeos, as fotos, as datas, é só fazer uma pesquisa profunda, e não apenas digerir o que está sendo apresentado de bate pronto. Sentimento é o mesmo: continuar produzindo e buscando um local de permanência nacional. Belém apareceu para a cena eletrônica periférica com a Gaby Amarantos, etc, etc, mas que hoje em dia a gente não observa com tanta frequência. O próprio funk se deslocou e apresenta uma força grande em SP. A gente tem que cuidar para que a gente seja visto como algo que está sendo pavimentado há muito tempo. Para que depois não caia no ostracismo. É preciso entender que a gente tem que falar sobre os nomes que fizeram, para que isso se torne grandioso. Para algo que tenha verdade, e que seja benéfico para o nosso povo.

Você usa bem os beats de trap, mas ao mesmo tempo teus raps têm letras desenvolvidas, estabelecendo bem de onde você vem, etc. Hoje em dia rola esse debate “Rap de mensagem x trap”... o que você pensa sobre isso?

Na real, uso os beats de trap porque foram os beats que achei com facilidade. Conseguia baixar com facilidade. Sempre tivemos dificuldade com instrumentais. O que eu queria eram os beats de grime, londrinos. Sempre foi muito díficil encontrar. Por ser uma cena europeia, mais distante. Eu utilizava os traps porque estavam na cara. Acredito muito que existem dois pontos na música: ou você fala verdade, ou você fala mentira. Com a verdade é mais difícil de se conquistar e ganhar notoriedade. Com a mentira, a notoriedade pode vir de forma rápida. Minhas letras relatam um cotidiano real, são verídicas. Por isso que carrego a alcunha de “Verdade”. Continuo me mantendo nas ruas e tenho proximidade com o povo.

Minhas letras traduzem esse povo, traduzem o povo. Eu prefiro não entrar em debate assim, de rap de mensagem, trap, boombap. Sou Vandal, conhecido também como de Verdade, e faço música para o povo, música verdadeira. Independente de ser trap, boom bap, etc. Existia uma discussão muito louca no passado entre pixação e grafite, o que era arte, o que não era. Isso não levou a nada. Eu sou oriundo da pixação e frequentei esse universo. Por isso que eu não caio em mais essa armadilha de se debater o que é rap de mensagem, o que não é. É uma grande idiotice, tira do foco de produção, você começa a pedir benção para fazer coisas. Na verdade, você tem que fazer sua música, sentir seu povo, sentir sua verdade, sua cidade, seu estado, seu país, o mundo, sua alma, e realmente conseguir fazer algo real, algo verdadeiro. Fazer música verdadeira, essa é  a principal preocupação. Se parar para entrar nessas guerras, nesses mimimis, você sai desse seu foco. Por isso prefiro não entrar nesse debate. Isso tudo só faz distrair.

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Os Novos Baianos: o que ouvir da efervescente produção musical de Salvador

Grupos, artistas, rappers e produtores baianos indicam o que está acontecendo de melhor na cidade

Guilherme Sobota, O Estado de S. Paulo

01 Fevereiro 2018 | 06h00

Grupos, artistas, rappers e produtores de Salvador aparecem agora para o grande público depois de anos de efervescência da música alternativa no underground baiano.

Nomes como BaianaSystem, Larissa Luz e Attooxxa são apenas a ponta do iceberg de uma movimentação que merece mais atenção. Veja a seguir uma lista com indicações de músicos da cidade:

BaianaSystem

Já conhecidos nos outros centros urbanos do Brasil, o grupo consolidou a estética de misturar sons eletrônicos com elementos regionais em shows explosivos

Larissa Luz

Depois de ter passado pelo axé mainstrem com o Ara Ketu, a cantora embarcou num projeto solo afrofuturista. “Do rap ao ragga ao samba”, diz

Vandal de Verdade

Rapper cresceu com o pagodão, passou pela música jamaicana e encontrou o grime inglês. “Minha construção sonora é para ter a identidade dessa terra”

Attooxxa

Grupo mistura com vigor o tradicional pagodão baiano com beats eletrônicos malucos

AfroCidade

DiMaré

Ifá Afrobeat 

Pedro Pondé

Ministereo Público

OQuadro

Xenia França

Som Peba

Livia Nery

Luedji Luna

Baco Exu do Blues

Rap Nova Era

Giovani Cidreira

Nenel

Ed City

Ramiro Musotto (1963-2009)

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