Vânia Cardoso/Divulgação
Vânia Cardoso/Divulgação

Graveola consolida formação e conquista a Europa com suingue e novo disco

‘Camaleão Borboleta’, o novo disco de estúdio da trupe mineira, conta com a participação de Samuel Rosa, do Skank

Pedro Antunes, O Estado de S. Paulo

24 Agosto 2016 | 04h00

Nos últimos seis anos, os integrantes do Graveola e o Lixo Polifônico (Graveola para os íntimos) têm seus passaportes carimbados para entrar pela Europa. Anualmente, seguem de show em show, público a público, em turnês nas quais “não ganham grana”, como garante Luiz Gabriel Lopes, mais conhecido como LG. “Estamos trabalhando para algo maior”, ele explica. E, mesmo assim, eles não esperavam o quanto maior seria o passo que eles estavam prestes a dar em 1º de julho deste ano.

Naquele dia, a trupe se apresentou no Roskilde Festival, evento que reúne em média 50 mil pessoas na Dinamarca. “Provavelmente, foi o show mais importante que já fizemos na vida”, relembra Lopes. No site do festival, o Graveola era indicado por “trazer o sol para o Roskilde”. “Depois daquele show, tivemos retornos muito interessantes.” 

Há tempos o Graveola chama a atenção da mídia especializada de fora do País – graças, é claro, ao trabalho de formiguinha realizado pelos mineiros no continente europeu. O novíssimo disco da banda, Camaleão Borboleta, gravado com o auxílio do edital Natura Musical, por exemplo, ganhou críticas elogiosas de veículos como The Guardian e a revista Mojo. “Existe na Europa um conhecimento muito grande do rock psicodélico brasileiro e da tropicália, principalmente por causa do sucesso d’Os Mutantes”, analisa Lopes. “É divertido ver as outras referências que eles encontram para as músicas.” 

Camaleão Borboleta, cujo show de lançamento em São Paulo será neste domingo, 28, no Auditório Ibirapuera, foi produzido por Chico Neves, produtor dono de um refinado toque pop. Foi ele quem ajudou a colocar os vocais de Samuel Rosa, o mais famoso músico mineiro a despontar nos anos 1990, no álbum. O vocalista do Skank gravou Talismã, a deliciosa quinta faixa do álbum e embasou o direcionamento pop da trupe. 

A banda se acostumou às entradas e saídas de integrantes. Na atual formação do sexteto, contudo, somente Henrique Staino (teclado e saxofone) não participou das gravações de Camaleão Borboleta. O restante do sexteto se mantém desde 2014. Banda em constante mutação, o Graveola encontrou seu toque próprio. Sacode quando é para sacudir, é político quando há espaço para isso. “Esse título representa a nossa transformação”, diz Lopes. “A transformação pela qual o mundo passa também.”

GRAVEOLA 

Auditório Ibirapuera. Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, portão 2, tel.: 3629-1075. Domingo (28), às 19h. Ingressos: R$ 20.  

 

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