WILTON JUNIOR/ESTADÃO
WILTON JUNIOR/ESTADÃO

Festival de Trancoso tem diálogo com tango, ópera e samba

Na 4ª edição, evento que começa neste sábado, 7, na Bahia reforça caráter pedagógico

João Luiz Sampaio, Especial para O Estado de S. Paulo

06 Março 2015 | 20h03

Do tango à música francesa, da ópera a Paulinho da Viola, o Festival Música em Trancoso inicia neste sábado, 7, sua quarta edição no sul da Bahia. “A base da programação, como de costume, é a música erudita, mas a cada ano estamos refinando ainda mais o diálogo com outros gêneros, que tem se tornado a marca da programação. A nossa proposta, desde o começo, é promover o encontro entre artistas e público em um clima festivo”, explica a diretora do evento, Sabine Lovatelli.

A abertura do festival, hoje e amanhã, será feita pela Orquestra Experimental de Repertório, sob regência dos maestros Benoit Fromanger e Carlos Moreno. O concerto de inauguração tem obras de autores americanos e franceses, como a Rapsódia em Azul, de Gershwin, e o Bolero de Ravel. Já amanhã a orquestra interpreta grandes clássicos do tango e do samba.

“A presença de orquestras jovens no festival é extremamente importante porque reforça o caráter pedagógico do evento”, diz Sabine. “Os músicos não se apresentam apenas, eles têm aulas com os convidados internacionais ao longo da semana. A Experimental abre a programação, mas fica aqui durante toda a programação, fazendo até mesmo concertos ao ar livre, no Quadrado de Trancoso. E, no último fim de semana, serão realizados dois concertos com a Sinfônica de Ribeirão Preto, sob regência do maestro Roberto Minczuk.”

Os programas comandados por Minczuk contemplam, no dia 13, árias e duetos de óperas; e, no dia 14, canções francesas, italianas e brasileiras. “A princípio, havíamos convidado a meio-soprano Vesselina Kasarova, que cantaria nas duas noites. Mas ela precisou cancelar a viagem no começo desta semana e tivemos que correr para encontrar substitutos”, conta Sabine. “Mas demos sorte. A noite de óperas terá a soprano Svetlana Schilova, do Bolshoi, além do tenor Enrique Folger e da meio-soprano Josy Santos, que foi lançada aqui no festival e hoje estuda na Europa. E, para a noite de canções, convidamos Jil Aigrot, que participou do filme Piaf.”

Ao longo da semana, a programação tem desde uma noite de música brasileira, com Paulinho da Viola e César Camargo Mariano, até uma jam session dedicada a Noel Rosa e Ary Barroso. “O interessante é que, nesta noite, estarão juntos os músicos brasileiros e os estrangeiros. E o repertório será decidido na hora, pela improvisação, que para os artistas do meio erudito é algo novo”, explica Sabine. Entre os convidados estrangeiros, estão o violinista Rüdiger Liebermann, da Filarmônica de Berlim, os integrantes do Quinteto Celibidache e o pianista Maciej Pikulski. E eles também participam de um recital de música de câmara ao lado dos alunos do festival.

DESTAQUES 

Orquestra Experimental de Repertório

Autores americanos e franceses

Cesar Camargo Mariano e Paulinho da Viola

Noite de bossa nova

Música de câmara

Alunos e professores do festival

Noite de improvisação em homenagem a Noel Rosa e Ari Barroso

Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto

Árias e duetos de óperas e canções

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