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Documentário 'Supersonic' narra história do Oasis de forma cativante

Filme sobre a banda dos irmãos Liam e Noel Gallagher está repleto de momentos emocionantes e comoventes

Glenn Kenny, The New York Times

28 Outubro 2016 | 09h49

“Não olhe para trás com raiva”, era o conselho do Oasis num dos maiores sucessos da banda nos anos 1990. Mas seguir conselho depende dos que vem à sua lembrança. Supersonic, documentário muito interessante sobre o grupo, dirigido por Mat Whitecross, se atém a uma visão estrita e específica da banda, limitando sua narrativa aos quatro anos entre a formação do grupo e seus espetaculares concertos em 1996 em Knebworth, Inglaterra, que durante duas noites reuniram 250.000 fãs.

O filme não traz entrevistas recentes, de modo que está agradavelmente livre de críticos e comentaristas. Em vez disto, tem entrevistas de áudio com os membros fundadores, Liam e Noel Gallagher - irmãos famosos pela sua belicosidade e desavenças - e companheiros de banda, parentes e associados, que se intercalam formando uma narrativa cativante.

Um copioso material em imagens mais antigo e recriações animadas de eventos (há muita coisa de qualidade que está acima do padrão de hoje) completam a narrativa que tem muito rock’n’roll, drogas e as quase constantes brigas.

Os irmãos Gallagher são personalidades descomunais: sua impetuosidade com frequência é cômica e nem sempre proposital. Mas o filme evita fazer uma caricatura deles. (O que tem alguma coisa a ver com sua participação como diretores executivos do documentário). E o fato de Supersonic estar repleto de momentos emocionantes e comoventes, poderá surpreender aqueles que só conheceram os dois irmãos por meio da imprensa sensacionalista.

Ao longo do filme, Noel deixa claro como entende a intensa relação com os fãs que tornaram a música da banda algo importante. O filme não é uma elegia do grupo, mas sobre o domínio cultural do rock’n’roll, que terminou uma década antes do fim do Oasis.

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