Divulgação
Divulgação

Diretor do Lollapalooza dá dicas sobre a escalação de 2013

Sobre os próximos anos, Perry Farrell espera que metade de seus headliners seja DJs

Roberto Nascimento , O Estado de S.Paulo

11 Agosto 2012 | 07h00

O pai dos festivais independentes sugere, mas não quer confirmar sua arma mais possante para o segundo Lollapalooza brasileiro. “Está morno”, responde Perry Farrell ao se esquivar da pergunta da reportagem. Afinal, será o Pearl Jam headliner do próximo Lolla? 

“Não vou revelar, por enquanto”, completa, mas uma especulação sobre sua dica nos leva a duas conclusões: pode ser Pearl Jam ou Eddie Vedder em show solo, o que certamente não contaria como o nome mais forte do festival, pois Eddie e seu ukulele não seguram uma multidão de 70 mil. O restante da matemática fica por conta dos fãs.

Perry, no entanto, tem outras histórias para contar. Seu Lolla está em alta. Mesmo interrompida por um vendaval, a edição deste último fim de semana, em Chicago, igualou seu recorde de audiência, com 100 mil pessoas por dia e shows de Black Sabbath e Skrillex (o Black Sabbath da molecada). Perry também tem investido na globalização de seu festival (além de Chicago, o Lolla vem a São Paulo e Santiago), e anunciou outra filial, em Tel-Aviv, que deve se transformar no maior evento de rock do Oriente Médio.

Por que Tel-Aviv? “Pela mesma coisa que temos no Brasil: fãs de música. Nós queremos estar nos lugares em que os amantes da música estão”, responde, antes de refletir sobre a comunidade global. “Eu vejo os chilenos. O gosto deles ficou mais abrangente desde a primeira edição do Lollapalooza, há dois anos. Os artista eletrônicos estão ganhando visibilidade. Imagino que isso deve acontecer em São Paulo também.”

É um ponto interessante a ser discutido com o diretor de um dos maiores termômetros de gosto musical. Nos Estados Unidos, DJs como Skrillex, Bassnectar, Calvin Harris e Deadmau5 são os novos rock stars. Todos menos Deadmau5 estiveram na edição paulistana deste ano, tocando em uma tenda que funcionava como o palco C do festival. “A dance music está explodindo por aqui, nos Estados Unidos. Isto já acontece na Europa há algum tempo. Dois dos meus seis headliners deste ano foram DJs. Isso provavelmente vai crescer para três dos seis nos próximos anos. Em São Paulo, não senti que o entusiasmo foi tão grande como é aqui, estou confiante que o público irá crescer. Se não traria estes artistas”, conta. 

NO RADAR. Enquanto Perry expande, o festival Planeta Terra não dorme no ponto. O festival nacional anunciou esta semana uma edição em Lima, no Peru, a ser realizada no dia 13 de outubro, com artistas como Garbage, Kassabian e TV On The Radio. O ótimo festival espanhol Sónar, realizado em maio deste ano, confirmou nova edição em 2013. Será nos dias 24 e 25 de maio, no Anhembi. 

Mais conteúdo sobre:
Lollapalooza

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.