Chico Buarque grava DVD em SP na reta final de temporada de shows na cidade

Chico Buarque grava DVD em SP na reta final de temporada de shows na cidade

Registro será feito nesta sexta, 13, e sábado, no Tom Brasil; shows em SP ocorrem até 22 de abril, com alguns ingressos ainda à venda

Adriana Del Ré, O Estado de S.Paulo

13 Abril 2018 | 06h01

Com a temporada de Caravanas entrando na reta final em São Paulo, Chico Buarque gravará DVD de seu novo show nesta sexta, 13, e sábado, 14. O projeto tem direção de Joana Mazzuchelli. Para esses dias, os ingressos das apresentações no Tom Brasil estão esgotados – só há lugares disponíveis para os shows da próxima semana, nos dias 19 e 20; a temporada na cidade dura até o dia 22 de abril. 

Acompanhado por seu time de músicos de primeira linha, Chico posiciona-se no centro do palco, munido de um repertório poético bem amarrado de canções do novo disco, Caravanas, com composições de seus trabalhos anteriores.

E, no cenário, emoldurando tudo e todos, mais um projeto fruto da parceria entre o cenógrafo Helio Eichbauer e o iluminador Maneco Quinderé. Com Maneco, Helio contabiliza mais de 30 anos de trabalhos juntos. Chico, ele conhece há meio século. “Fizemos juntos musicais, Calabar, que foi proibido. É uma parceria da qual me orgulho, me sensibiliza muito dialogar com ele ao longo desse tempo todo”, diz Helio, sobre a sintonia com o compositor. 

Para o show Caravanas, Helio primeiro ouviu as músicas do repertório. Atentou-se a palavras, ideias, imagens. E idealizou as ondas sonoras, feitas de linhas, como esculturas curvilíneas suspensas. Unida a elas, uma esfera, cósmica. “No fundo, há um horizonte de formas de linhas que se movimentam, se entrelaçam todas”, explica o cenógrafo.

Às “ondas sonoras” de Helio se unem as “ondas eletromagnéticas” de Maneco. “Fiz uma iluminação mais reta e geométrica”, explica o iluminador, que continua: “É praticamente um show branco, as cores estão sempre nas cordas e nos fundos, e em alguns detalhes. Então, de 30 canções do show, apenas 15 têm cor. A homenagem que ele faz ao Império Serrano, à Mangueira. São pequenas inserções de cor na cena. Esse show é muito justo no sentido econômico da palavra. É preciso”. 

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