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Brechó musical do Cavernoso Viñon incendeia cabarés

Jotabê Medeiros - O Estado de S. Paulo

27 Agosto 2014 | 11h 13

Banda curitibana tem à frente uma paraguaia brincando em francês, e sonoridade da chanson française dos anos 1960

Vinda de San Bernardino (Paraguai) e incorporada à cena musical indie de Curitiba, a cantora e compositora Maria Quevedo ficou conhecida no Sul como Maria Paraguaya. Fã do vaudeville e da canção de cabaré francesa, ela começou na cena como vocalista de apoio Giovanni Caruso e o Escambau em 2006 (até casar-se com Caruso, em 2006, e formar com ele uma dupla notavelmente sincronizada).

Divulgação
Brechó musical do Cavernoso Viñon incendeia cabarés

Há dois anos, Maria Paraguaya criou sua própria banda, Cavernoso Viñon, que mescla um universo meio camp, quase brega, à linha evolucionista do cabaré francês – por vezes, parece uma mistura do repertório de um clube como o Lapin Agile e a música derramada de um Reginaldo Rossi, como em Sang de Boeuf.

A Cavernoso Viñon (o nome poderia ser traduzido, rocambolescamente, como Vinhão Cavernoso) lançou um EP com cinco músicas e está em vias de lançar seu primeiro disco, disse Maria, durante show com Giovanni Caruso no festival Paraíso do Rock (PR). Ela chuta um francês bem farsesco, paraguaio, e tem uma presença de palco admirável, com um toque de eu me garanto assombroso.

O pop rock francês dos anos 1960, de Serge Gainsbourg e Christophe, se mistura a um toque de Tom Waits e aquela decadência autossuficiente, e o resultado é um dos grandes atos alternativos do momento no País. Ela definiu suas músicas, ao jornal Gazeta do Povo, como “aquelas músicas para ouvir antes de se enforcar”. O clima é retrô, a ambiência é de brechó, o clima é de fossa, mas a eletricidade de Maria é urbanoide e ciclotimica. Tem grande senso de humor.

Cavernoso Viñon - Cafard

Cavernoso Viñon - Sang de Boeuf

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