Bastidores do TIM Festival começam agitados

Marisa Monte chama de "renascentista" show de Antony e modernos comentam visual de Cat Power

Lauro Lisboa, do Estadão,

26 Outubro 2007 | 15h37

Pânico no ar - Uma greve de funcionários da Air France quase arruina a primeira noite de jazz do TIM Festival. A cantora Lisa Ekdahl e os quartetos de Stefano di Battista e Sylvain Luc, atrações de quinta-feira, 25, no Auditório Ibirapuera, passaram um dia inteiro no aeroporto de Paris à espera do avião que os traria ao Brasil. Eles só conseguiram embarcar à meia-noite de quinta.   Veja também: Especial TIM Festival    Loucos por set list - Depois que Cat Power liberou cópias do set list (roteiro de canções) para os fãs, os mais afoitos correram para o palco no fim da apresentação de Antony and the Johnsons para garantir o souvenir. Acontece que cada instrumentista tinha assinalado nas folhas o tom de deveria entrar em cada tema, o que deixou a produção atônita.   Old fashion - O modelito retrô de Cat Power gerou comentários dos modernetes, não apenas pela combinação franja e rabo-de-cavalo. Além de ressuscitar o velho "camisão", ela ainda envergava um medonho par de sapatos brancos. Os defensores diziam que ela, sendo moderna, pode tudo. Mas bastava soltar a voz, fazer graça ou apenas sorrir pra superar isso tudo e ficar linda.   Gafe - O discurso de Antony Hegarty em defesa de maior presença feminina no poder não reverbera na própria banda. Única mulher entre quatro marmanjos, a violoncelista Julia Kent foi esquecida pelo cantor na hora de apresentar os músicos. Ele distraiu-se ao comentar uma indiscrição sobre o violinista Maxim Moston, envolvendo rapazes nus e proporções fálicas.   Beldades na platéia - A cantora Marisa Monte, a atriz Vera Zimmerman e a coreógrafa Débora Colker, mulher de Toni Platão, estavam entre os famosos que se extasiaram com Antony and the Johnsons. Marisa qualificou o show da banda como um lindo concerto renascentista.   João Gilberto - O nome do cantor foi mencionado na platéia em duas situações típicas anteontem. A primeira foi porque Cat Power passou metade do show reclamando do som com a técnica, mais precisamente pela falta de retorno, mas sem as broncas típicas de Tim Maia. Durante o show de Antony, o silêncio absoluto que pairava no Auditório Ibirapuera era digno do gênio bossa-novista.   Silêncio - Antony até suspendeu a música num momento para chamar a atenção para o silêncio. Quem já foi ao TIM Festival no Rio duvida que ele tivesse a mesma regalia na quinta, 26, quando cantaria para 4 mil pessoas em pé e bebendo à espera de Björk

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