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Banda Fellini dá seu último adeus, mais uma vez, com nova série de shows

- Atualizado: 26 Março 2016 | 04h 00

Os integrantes do cultuado grupo paulistano voltam a se reunir para realizar apresentações em São Paulo

Em seu novo disco, Tropix, Céu resgatou uma pérola do repertório da banda paulistana Fellini, Chico Buarque Song. A canção, pinçada do disco Amor Louco (1990), ganhou ótima regravação na voz da cantora, que foi elogiada por Cadão Volpato, um dos fundadores do grupo. “Em termos de versão do Fellini, é a melhor”, opina ele. Diferentes, mas conectados pelo lirismo, original e releitura são uma delícia de se ouvir.

Oficialmente, Fellini teve uma trajetória curta de seis anos, se levarmos em conta que a banda foi formada em 1984 e chegou ao fim em 1990. Mas, depois, vieram muitos retornos pontuais – e o lançamento dos álbuns Amanhã É Tarde (2002) e Você Nem Imagina (2010). Agora, eles se reúnem mais um vez para fazer três shows em São Paulo, trazendo a formação original com Cadão Volpato (voz), Thomas Pappon (guitarra), Jair Marcos (guitarra) e Ricardo Salvagni (baixo) – e Lauro Lellis, como convidado, na bateria. A série de apresentações começa neste sábado, 26, na Z Carniceria, antigo Aeroanta, em que a banda revisita sua discografia, que inclui O Adeus de Fellini (1985), Fellini Só Vive 2 Vezes (1986), 3 Lugares Diferentes (1987), Amor Louco (1990), além dos já citados Amanhã É Tarde e Você Nem Imagina.

 
 

No dia 2 de abril, eles tocam, pela primeira vez, o álbum Amor Louco na íntegra, no Sesc Belenzinho, e, depois, no dia 7 de abril, fazem show gratuito no Centro Cultural São Paulo (CCSP), novamente com o repertório retrospectivo – mas, nem por isso, igual ao primeiro show, garante Cadão. “Amor Louco foi o álbum mais importante porque foi muito bem produzido, bem-acabado”, diz o vocalista, também jornalista, escritor e apresentador.

Ele lembra que os discos anteriores foram gravados em condições, digamos, menos favoráveis. Afinal, tratava-se de uma banda assumidamente independente, com uma atitude de resistência numa época em que o mercado fonográfico ainda era comandado pelas grandes gravadoras. “Todos nós tínhamos nossos trabalhos, não dependíamos da música”, conta ainda.

Cultuada até hoje, e referência como uma banda relevante surgida na cena pós-punk de São Paulo, Fellini tem seguidores muito fiéis que, de certa forma, incentivam o grupo a fazer, de tempos em tempos, esses retornos não planejados. “Não vamos voltar de novo. Acho que esses serão os últimos shows”, arrisca Cadão. Será mesmo esse, mais uma vez, o derradeiro adeus da banda?

No Z Carniceria

Show com repertório que abrange canções da discografia da banda. Av. Brigadeiro Faria Lima, 724, Pinheiros. Hoje (26), às 23h59 (abertura da casa às 18h). R$ 25 (antecipado) e R$ 30 (porta) 

 

No Sesc Belenzinho

Na apresentação, a banda toca na íntegra seu disco Amor Louco (1990). Rua Padre Adelino, 1.000. Dia 2/4, às 21h30. R$ 25 

 

No Centro Cultural São Paulo (CCSP)

A banda também faz show 

com repertório de seus discos. 

Rua Vergueiro, 1.000, Paraíso. 

Dia 7/4, às 20h30. Grátis

 

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