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Astor Piazzolla e seu legado extraordinário

- Atualizado: 11 Março 2016 | 16h 48

Músico argentino, morto em 1992, faria 95 anos neste 11 de março; ouça o músico tocando 'Adiós, Nonino'

O músico argentino Astor Piazzolla
O músico argentino Astor Piazzolla

Em 1929, Astor Piazzolla, então um garoto de oito anos, ganhou do pai um bandoneón. Tomou-se de amores pelo instrumento e, em 1933, aos 12, começou a tomar aulas de piano com Bela Wilde, um húngaro que havia sido discípulo de Rachmaninoff. Na sequência, em Nova York, onde se mantinha entregando jornais, conheceu o lendário Carlos Gardel, que já era um astro na Argentina e filmava, nos EUA, El Dia Que Me Quieras.

Foi um encontro decisivo e o tango entrou, de forma definitiva, na vida do jovem Piazzolla. Mas sua vocação nunca foi o tango tradicional. Houve outro encontro importante, e foi com a diretora de orquestra francesa, Nadia Boulanger, com quem estudou harmonia. Sua formação erudita levou-o a subverter cânones. Piazzolla incorporou jazz e música erudita em suas criações. Aos que lhe diziam que não fazia tango, ele retrucava que era a música contemporânea de Buenos Aires.

Nesta sexta-feira, 11 de março, completam-se 95 anos do nascimento de Astor Piazzolla, em Mar del Plata, 1921. Ele morreu em 4 de julho de 1992, aos 71 anos. Deixou um legado extraordinário. Para se conhecer o básico de seu gênio, é bom ouvir a ópera tango Maria de Buenos Aires e Balada para Un Loco, com versos de Horacio Ferrer. Para o êxtase, a indicação é a Reunión Cumbre, com o jazzista Gerry Mulligan. Prepare seu coração para os acordes de Adiós, Nonino. E, sim, a música de Piazzolla permanece viva, e eterna, na voz de sua ex-mulher, Amelita Baltar: "Ya sé que estoy piantao, piantao, piantao/No ves que va la luna rodando por Callao/Que un corso de astronautas y niños, con un vals/Me baila alrededor, ¡bailá! ¡vení! ¡volá!".

 

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