Arcade Fire toca sua orquestra global no Rock in Rio Lisboa

Grupo multi-instrumental percorreu toda sua discografia desde seu álbum de estreia "Funeral" (2004) até o mais recente "Reflektor" (2013)

EFE

01 Junho 2014 | 19h59

LISBOA - A banda canadense Arcade Fire despertou Lisboa com um potente espetáculo de sua orquestra global no quarto dia do Rock in Rio, neste sábado, 30, que também contou com a voz sensual da jovem neozelandesa Lorde.

O grupo de Montreal fechou com duas horas de repertório a festa do palco principal no penúltimo dia do festival, que celebra este ano seu décimo aniversário.

Os canadenses souberam se reafirmar no camarote e demonstraram que o indie rock também pode atrair multidões e divertir.

Para isso, o grupo multi-instrumental percorreu toda sua discografia desde seu álbum de estreia "Funeral" (2004) até o mais recente "Reflektor" (2013).

O sucesso "Wake up" ao som de imponentes tambores colocou o ponto final que deixou o público cantando uma vez acesas as luzes.

O início também não foi para menos. Espelhos gigantes apareceram em cima do palco simbolizando a filosofia de seu último disco - o reflexo - e um boneco coberto de brilhos cruzou o parque de Bela Vista em tirolesa.

O casal Win Butler e Rézgine Chassagne subiu ao palco acompanhado de outros 11 músicos e fizeram sua habitual orquestra de xilofones, violinos, saxofones, pandeiros e instrumentos de bambu e metais reciclados.

Com cuidado e aprimoramento, ambos esmiuçaram sucessos de seu primeiro disco como "Tunnels" e "Rebellion Lies" e os combinaram com a maturidade de temas de seu terceiro álbum (The Suburbs, 2010) como o simples "Rococó".

Do obscuro álbum "Neon Bible" (2007), que foi gravado em uma catedral, ofereceram o pop barroco de "No Cars Go", embora também não tenham esquecdio dos sons tropicais de "Haiti" e "Brazil", que Chassagne dançou encantada.

Antes, com a tarde ainda caindo no parque Bela Vista, o palco começou a vibrar com o cantor britânico Ed Sheeran, com o violão para tocar seu soul-folk.

O cantor, de 23 anos, foi uma das surpresas musicais da música inglesa recente e concorreu em 2012 a quatro prêmios nos "Brit Awards", dos quais conquistou dois, o de melhor artista masculino e artista revelação britânico.

Em Portugal, apresentou algumas músicas de seu próximo disco "X" (Atlantic Records), que será lançado em junho, e animou o público com "I See Fire" e "You Need Me, I Don't Need You".

No palco Mundo o show ficou por conta de Lorde, nome artístico da neozelandesa Ella Yelich-O'Connor.

A cantora, de 17 anos, animou a noite com seu pop-eletrônico, que cantou para uma multidão que se deixou levar com seu sucesso "Royals" com o qual conquistou dois Grammys na última edição dos prêmios.

O voz firme da jovem entoou os singles "Team" e "Tennis Court" e seu setlist seguiu quase que na regra seu disco de estreia "Pure Heroine" (Universal Music, 2013).

O festival termina neste domingo com o americano Justin Timberlake. O britânico Robbie Williams inaugurou no domingo passado esta sexta edição lisboeta e o som de rock áspero de Linkin Park e Queens of the Stone Age arrastou nesta sexta-feira perto de 70.000 presentes. 

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