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Andras Schiif e Trevor Pinnock estão entre as principais atrações da temporada musical de 2017

Sociedade de Cultura Artística tem ainda outros grandes nomes programado; Mozarteum muda perfil e vai trazer a Filarmônia de Praga e a Sinfômica de Bucareste

João Luiz Sampaio, Especial para o Estado

31 Outubro 2016 | 05h00

A Sociedade de Cultura Artística e o Mozarteum Brasileiro, principais entidades promotoras de concertos internacionais em atividade no País, divulgaram suas temporadas para 2017. A primeira terá dez atrações, incluindo nomes de peso, como o pianista András Schiff. Já o Mozarteum entrará no próximo ano com novidades: não terá mais série de assinaturas e sua agenda vai unificar, além dos concertos, projetos didáticos como a Orquestra Jovem Mozarteum e o Festival Música em Trancoso. 

A temporada da Cultura Artística começa em março com o Trio Wanderer, conjunto de câmara holandês. Em seguida, em abril, o contratenor Philippe Jaroussky, estrela do canto lírico internacional, volta ao país, acompanhado do grupo Le Concert de la Loge. O pianista britânico Benjamin Grosvenor, de 24 anos, talento em ascendência, faz recital em maio. Em junho, a Orquestra de Câmara de Potsdam vem ao Brasil acompanhada do flautista Emmanuel Pahud e do maestro inglês Trevor Pinnock; e a Royal Northern Sinfonia, conjunto residente do centro cultural Sage Gateshead, no norte da Inglaterra, toca sob regência do violinista e maestro Julian Rachlin, que também será o solista.

A Orquestra das Américas, projeto que reúne estudantes de música de todo o continente, é a primeira atração do segundo semestre, com o maestro Carlos Miguel Prieto e o Duo Assad. Na sequência, música de câmara da mais alta voltagem, primeiro com o pianista András Schiff (agosto) e, em seguida, o Quarteto Emerson (setembro), tido hoje como o melhor do mundo. De volta às orquestras, em outubro sobe ao palco da Sala São Paulo a Orquestra Nacional do Capitólio de Toulouse, regida por Tugan Sokhiev e com solos do pianista Bertrand Chamayou. O encerramento da temporada, em novembro, é com música antiga: a Cappela Mediterranea e o Coro de Câmara de Namur tocam sob o comando de seu criador, o argentino Leonardo García Alarcón. As assinaturas para a programação custam de R$ 450 a R$ 3 mil e mais informações podem ser obtidas pelo site www.culturaartistica.com.br.

A temporada do Mozarteum Brasileiro, por sua vez, terá três concertos na Sala São Paulo: em maio, apresenta-se a soprano Diana Damrau; em junho, a Filarmônica de Praga e o violinista Vadim Repim; e, em agosto, a soprano Pretty Yende e o tenor Javier Camarena. Mas a Sala será apenas um dos espaços ocupados pela entidade. Em março, por exemplo, acontece o Festival Música em Trancoso, ao longo do qual será criada a Orquestra Jovem Mozarteum, sob regência do maestro Carlos Moreno. Já em julho será a vez da Academia Canto em Trancoso, em parceria com a Chorakademie Lübeck e com a distribuição de bolsas para estudo na Alemanha. Também em Trancoso, apresenta-se no final do ano a Sinfônica de Bucareste. Segundo a presidente do Mozarteum, Sabine Lovatelli, o foco das mudanças no perfil da entidade é criar “uma agenda única e diversificada de atrações” que ocupem diversos palcos e permitam “ampliar substancialmente nossos esforços em prol das atividades socioeducativas e beneficiar, assim, mais e mais pessoas”.

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