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Análise: Criterioso e exigente, fã do Queen só não quer ver caricaturas no musical

- Atualizado: 20 Março 2016 | 06h 00

Peça 'We Will Rock You' estreia em São Paulo na quinta-feira, dia 24

Nenhuma outra banda fala tão bem o idioma dos musicais quanto o Queen. Sua obra com recursos espetaculosos é extensa, sobretudo depois de A Nigth at Opera, de 1975, e é deste disco o rock mais ‘musicalizável’ de todos: Bohemian Rhapsody. Se o musical We Will Rock You precisasse de apenas um tema, Bohemian seria ele. A pretensiosa investida de Freddie Mercury enfrentou resistências quando foi lançada, mas rapidamente dobrou os detratores que não acreditavam em uma música com quase seis minutos sem refrão, com três partes distintas que revezavam ópera com hard rock e um majestoso solo de guitarra de Brian May.

O Queen só precisa ser bem tratado. Seu público é dos mais criteriosos e não costuma aceitar nada que evoque o nome da banda sem a profundidade que ela explorou nos detalhes de músicas como Crazy Little Thing Called Love, We Will Rock You, We Are The Champions e Hammer To Fall.

Queen. Uma das maiores bandas de rock do mundo, grupo inglês atuou entre 1970 e 1991
Queen. Uma das maiores bandas de rock do mundo, grupo inglês atuou entre 1970 e 1991
Freddie pode ser caricaturado com facilidade, graças a um tipo físico de dentes pronunciados e bigode fora de época, mas não se pode ficar, de novo, na superfície de um homem que liderou um grupo capaz de vender 300 milhões de cópias no mundo. Muitas vezes atormentado e centralizador, em outras generoso e carismático, seu talento transpirava como o suor. Seu surgimento pega o rock, até então centrado na guitarra, pelas cordas vocais. Muitas eleições o colocam como principal cantor de uma banda por sua capacidade de elevar o canto a territórios inéditos. Além da voz de recursos líricos, foi o criador de músicas de ponta do grupo, como We Are the Champions, Love of my Life, Killer Queen, Bohemian Rhapsody, Somebody to Love e Don't Stop Me Now. Ver Adam Lambert no Rio ao lado de May e do baterista Roger Taylor foi justo e necessário. Que We Will Rock You tenha o mesmo poder mediúnico.

+ Chega a SP ‘We Will Rock You’, musical inspirado nas canções já clássicas do Queen

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