1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Policiais são condenados por roubo de bíblia rara de Gutenberg em Moscou

MARK TREVELYAN - REUTERS

06 Junho 2014 | 11h 11

Um coronel do Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia foi condenado pelo roubo de uma bíblia rara do século 15 do gráfico alemão Johannes Gutenberg e por tentar vendê-la por cerca de 1,15 milhão de dólares, uma fração de seu valor real, disse um porta-voz do tribunal nesta sexta-feira.

Sergei Vedishchev foi condenado na quinta-feira a 3 anos e meio de prisão e dois outros oficiais do FSB receberam penas menores por ajudá-lo a procurar um comprador para a bíblia de dois volumes, disse a porta-voz Irina Zhirnova.

Ela disse que Vedishchev havia roubado a bíblia de um cofre na Universidade de Moscou, onde era o responsável pela segurança.

Ele e seus dois cúmplices organizaram a venda dos dois volumes para um colecionador por 40 milhões de rublos (1,15 milhões dólares americanos), mas foram presos em maio de 2013 depois de combinar um encontro em um restaurante perto de Moscou, em uma operação policial organizada pelo FSB.

Segundo Zhirnova, especialistas estimam que a Bíblia rara valeria ao menos 15 milhões de euros (20,4 milhões dólares), ou mais, se fosse colocada em um leilão.

"Essas pessoas não eram especialistas em arte", disse ela. "Aconteceu de um deles ter acesso a esse livro raro e, em seguida, puseram-se a pensar em como ganhar dinheiro com isso."

Confirmando uma reportagem do jornal Kommersant, ela disse que a bíblia agora teria que passar por reparos devido a uma página danificada.

"Eles cortaram um pequeno pedaço para o comprador verificar a autenticidade", disse ela.

Trabalhando na cidade alemã de Mainz, em meados do século 15, Gutenberg desenvolveu um sistema de tipos móveis que tornou possível imprimir várias cópias do mesmo texto rapidamente. Sua invenção é considerado um dos avanços técnicos mais importantes da história.

Um dos cúmplices no roubo, Mikhail Lepkov, foi condenado a um ano e dois meses de prisão, e o outro, o capitão Viktor Puchka, a um ano, mas foi liberado na quinta-feira, depois de ter já cumprido esse tempo durante a investigação.

(Reportagem de Mark Trevelyan)