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Paulo Coelho abrirá seu próprio museu na Suíça

Local terá cerca de 80 mil documentos e peças que serão colocado à disposição do público

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Jamil Chade,
CORRESPONDENTE

07 Março 2016 | 20h43

GENEBRA - Paulo Coelho vai abrir seu próprio museu e acervo, com cerca de 80 mil documentos e peças que serão colocado à disposição do público, pesquisadores e jornalistas em um espaço em Genebra. O vasto material ainda fará parte de uma biblioteca virtual com livros, artigos e documentos para que possam ser consultados de qualquer parte do mundo.

A cidade suíça, que serve de segunda casa para o escritor brasileiro, também foi o local escolhido por ele e sua mulher, Christina Oiticica, para o estabelecimento de um fundação.

No local, estará a primeira mesa usada por Coelho para escrever suas obras, além de traduções em todas as línguas de seus livros, cadernos de anotações e centenas de documentos de comentários.

Um aperitivo do que estará no espaço poderá ser visto no Salão do Livro de Genebra, no final de abril. Um stand exclusivo para Paulo Coelho foi criado para a exibição. A coleção conta, por exemplo, com a primeira máquina de escrever do brasileiro, ganha quando ele ainda tinha 15 anos de idade. Relíquias do período hippie de Paulo Coelho também farão parte da exposição, além de lembranças de viagens pelo mundo e presentes, como o que recebeu de Vladimir Putin.

Em entrevista que será publicada no catálogo do evento, o brasileiro deixa claro seu amor por Genebra e por seu “país de adoção”, a Suíça. Ele se mudou para o país alpino em 2006 e, desde então, divide seu tempo entre o Rio de Janeiro e um apartamento no sofisticado bairro de Florissant, em Genebra.

“Tenho orgulho de ser brasileiro. Mas eu também me sinto um embaixador da Suíça, meu país de adoção”, disse. Em outro trecho da entrevista, ao explicar sua vida na Europa, ele diz: “acho que vivo no paraíso”.

Sobre sua fundação, Coelho explica que ela se ocupa do trabalho de arquivar de forma digital e catalogar tudo que se refere à sua vida. “Eu queria reunir tudo, as fotos, os manuscritos, os prêmios, os objetos pessoais, as teses sobre o que escrevo, os artigos de imprensa”, afirmou. “Os jornalistas colocam com frequência perguntas sobre minha pessoa, as pessoas se questionam como eu cheguei onde estou, um autor traduzido em mais de 80 línguas. Como Coelho se transformou em Coelho.”

O autor não nega seu sucesso mundial. Segundo ele, foram 185 milhões de livros vendidos. No total, estima que 600 milhões de pessoas o teriam lido no mundo, quase 10% da população do planeta.

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