Toru Yamanaka/AFP
Toru Yamanaka/AFP

Novo romance misterioso de Haruki Murakami é publicado no Japão

Até o momento, foi divulgado apenas o título do livro, que em português significa 'Matar o comendador'

AFP

23 Fevereiro 2017 | 18h32

Haruki Murakami, figura de destaque da literatura japonesa contemporânea, publicará na sexta-feira no Japão seu novo romance em dois volumes, cujo conteúdo foi mantido em segredo absoluto. Até o momento, foi divulgado apenas o título do livro, que em português significa "Matar o comendador".

"É um romance mais longo do que 'Kafka à beira-mar' e mais curto que '1Q84', uma história muito estranha", disse Murakami há alguns meses, durante a entrega do prêmio Hans Christian Andersen na Dinamarca.

"O autor nos informou que queria que os leitores descobrissem o livro sem saber nada, e por isso não diremos nada antes da publicação. Inclusive internamente, muito pouca gente teve acesso" ao conteúdo, afirmou à AFP um porta-voz da editora Shinchosha.

Trata-se da sua obra mais longa desde "1Q84", uma trilogia cujos dois primeiros volumes foram publicados no Japão em 2009 e o terceiro no ano seguinte.

Entre "1Q84" e o novo romance, Murakami, de 68 anos, publicou "O incolor Tsukuru Tazaki e seus anos de peregrinação", o livro de contos "Homens sem mulheres" e o ensaio "Do que eu falo quando eu falo de corrida: um relato pessoal".

Os livros de Murakami, traduzidos para cerca de 40 idiomas, evocam mundos fantásticos onde sapos gigantes desafiam homens assalariados e cavalas caem do céu como chuva.

Suas obras, que misturam realidade e fantasia - especialmente seus romances, que venderam milhões de exemplares apenas no Japão -, sempre criam entusiasmo no país, onde são imediatamente devorados e discutidos.

Várias livrarias em todo o país estão organizando eventos noturnos e permanecerão abertas excepcionalmente até a madrugada de sexta-feira para celebrar o lançamento, à meia-noite, do aguardado novo romance.

Mais conteúdo sobre:
Haruki Murakami Japão Literatura

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.