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Na TV, escritores revelam o livro mais marcante que já leram

A primeira temporada de 'Livro de Cabeceira' traz o depoimento de 20 autores contemporâneos, como Milton Hatoum e Valter Hugo Mãe

Maria Fernanda Rodrigues, O Estado de S. Paulo

05 Maio 2015 | 03h00

Partindo da ideia de que todo escritor é, antes de tudo, um grande leitor, Eduardo Barros, sócio da produtora Cartola Filmes, convidou alguns dos principais nomes da literatura contemporânea para falar sobre o livro mais marcante que leram. Este é o mote do Livro de Cabeceira, série de 20 episódios de cerca de quatro minutos cada um, com estreia nesta quinta-feira, dia 7, no Canal Curta, às 21h40, e na página do programa no YouTube – atualizada sempre às segundas e quintas. 

Um debate nesta terça-feira, 5, às 19h30, na Fnac Pinheiros, marca o lançamento do programa e será uma espécie de versão expandida dos episódios. Os dois convidados, Milton Hatoum, cronista do Caderno 2, e Bernardo Carvalho, falam sobre seus livros de cabeceira. Quem for à livraria, além de ouvir sobre essas obras e a influência que tiveram nesses autores vai poder assistir, em primeira mão, ao episódio de estreia, com Marcelino Freire. 

Para chegar à lista dos autores que seriam entrevistados, Barros usou as próprias referências e preferências como critério inicial. Houve também a preocupação de montar um painel significativo da literatura contemporânea em língua portuguesa. Além de Hatoum, Carvalho e Freire, a lista é composta por Sérgio Sant’Anna, Lourenço Mutarelli, Luiz Ruffato, Valter Hugo Mãe, André de Leones e Noemi Jaffe, entre outros. “Claro que ainda há muitos escritores relevantes a serem entrevistados e uma enorme diversidade a ser explorada. É por isso que já estamos preparando uma segunda temporada”, comenta o idealizador. Ela terá o mesmo número de autores – entre eles estará Ignácio de Loyola Brandão – e tem estreia prevista para setembro.

Barros idealizou o Livro de Cabeceira primeiro por motivação pessoal – ele sempre gostou de literatura e queria criar um programa que pudesse gostar de assistir. “Eu também tinha vontade de tratar de literatura de qualidade, mas de um jeito acessível e descontraído. No lugar do academicismo, o olhar pessoal. Em vez do rigor da crítica, o prazer da leitura. Pensar em explorar o lado leitor dos escritores foi uma consequência natural dessas premissas”, explica. 

Para completar, o programa poderia ajudar os leitores a descobrirem livros. E isso, antes mesmo da estreia, já está acontecendo. Um dia, Barros chegou à Cartola e viu um exemplar de O Jogo da Amarelinha na mesa da pessoa que havia editado, na semana anterior, um episódio em que o autor falava justamente sobre o livro de Julio Cortázar. “Antes disso, ela nunca tinha lido nada do escritor argentino. Quando vi aquele livro ali, percebi que estávamos no caminho certo”, conta – ele também beneficiado com seu programa. Dos 21 livros abordados – era para ser 20, mas um dos convidados não conseguiu focar num único título – Barros não tinha lido 9 nem ouvido falar de 2. “Mas o que eu mais tive vontade de ler foi Badenheim 1939, de Aharon Appelfeld.” 

A iniciativa continua nas redes sociais – agora, com o apoio de editoras como Companhia das Letras Record, Cosac Naify, Alfaguara, Estação Liberdade, Amarilys, Ateliê e Nova Fronteira. Semanalmente, haverá concursos culturais com perguntas relacionadas ao universo literário. Ao vencedor, livros, claro.

LIVRO DE CABECEIRA

Livraria da Fnac Pinheiros. Praça dos Omaguás, 34, Pinheiros. Hoje, às 19h30.

Canal Curta. 5ªs, às 21h40

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