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Morre Myriam Fraga, diretora da Fundação Casa de Jorge Amado

- Atualizado: 15 Fevereiro 2016 | 18h 23

Escritora e poeta baiana tinha 78 anos

SALVADOR - Morreu no início da tarde desta segunda-feira, 15, a escritora e poetisa baiana, Myriam Fraga, 78 anos, diretora da Fundação Casa de Jorge Amado, situada no largo do Pelourinho, no Centro Histórico, em Salvador. Ela morreu em decorrência de leucemia. Segundo a Fundação, a diretora estava internada desde o dia 20 de janeiro, no Hospital Aliança. O seu sepultamento está previsto para as 11h, desta terça-feira, 16, no cemitério Jardim da Saudade, na capital baiana.

Myriam Fraga era soteropolitana, nasceu em 9 de novembro de 1937 e desde cedo demonstrou interesse pela literatura, com publicações em revistas e suplementos literários. Lançou o seu primeiro livro de poesias em 1964, com o título de Marinhas. Ela também era integrante da Academia de Letras da Bahia (ALB), onde, desde 1985, ocupava a cadeira de número 13.

Myriam Fraga
Myriam Fraga
Teve participação também no Conselho Federal de Cultura (1990 a 1993), Conselho Federal de Política Cultural (1993 a 1996), Conselho Estadual de Cultura (1992 a 2006), Conselho da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia – FAPESB (2004 a 2006), entre outros cargos.

A escritora assumiu a diretoria executiva da Fundação Casa de Jorge Amado (FCJA), desde sua instituição, em julho de 1986. Mais que os negócios relacionados à Fundação, ela mantinha uma relação de amizade muito próxima com o casal de escritores Jorge Amado e Zelia Gattai, já falecidos.

Por meio da rede social, o governador Rui Costa lamentou a morte da escritora. "Myriam Fraga levou poesia ao mundo. Mulher baiana, de São Salvador, inquietou seus leitores, nos fez refletir sobre o contraditório, a essência do feminino, sobre o país, e muito contribuiu para que nossa cultura fosse disseminada. Myriam deixa sua obra e a saudade. Em suas palavras: 'escrever liberta'. Que Deus conforte os familiares e amigos", escreveu.

Também o prefeito de Salvador ACM Neto comentou: “Poucas pessoas contribuíram tanto nas últimas décadas para o desenvolvimento e divulgação da cultura baiana como Myriam Fraga”, disse, acrescentando que Myriam Fraga foi fundamental para organizar e catalogar todo o acervo de Jorge Amado, que está à disposição de pesquisadores, estudantes e do público em geral, na fundação.​

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