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Morre aos 95 anos a escritora francesa Edmonde Charles-Roux

- Atualizado: 21 Janeiro 2016 | 10h 56

Durante anos presidente da Academia Goncourt e editora das revistas 'Elle' e 'Vogue', autora teve obras traduzidas para mais de 20 idiomas

A escritora, jornalista e integrante da resistência francesa Edmonde Charles-Roux morreu nesta quarta-feira, 20, em Marselha aos 95 anos, anunciou nesta quinta-feira, 21, a Academia Goncourt, da qual ela foi presidente.

Charles-Roux, que desde dezembro estava com a saúde em situação delicada, morreu em uma clínica, informou Marie Dabadie, porta-voz da Academia, que concede a cada ano o prêmio literário de mesmo nome.

Edmonde Charles Roux, em 2014
Edmonde Charles Roux, em 2014
Durante a ocupação alemã, Charles-Roux entrou para a resistência sob as ordens do general Lattre de Tassigny, quando as tropas francesas desembarcaram em Provence.

Depois da guerra começou a trabalhar na revista feminina Elle. Em 1950 se tornou a chefe de redação da Vogue, mas foi demitida em 1966 por publicar na capa a foto de uma modelo negra.

Em 1955, participou na elaboração de uma série de romances históricos de muito sucesso, Les Rois maudits (Os reis malditos), sob a direção de Maurice Druon.

Em 1966, recebeu o prêmio Goncourt por seu primeiro romance, Oublier Palerme, e em 1983 se tornou presidente da Academia Goncourt, cargo em que permaneceu até 2014, quando foi substituída por Bernard Pivot.

No dia 7 de janeiro, decidiu abandonar a Academia por razões de saúde e cedeu seu posto ao escritor, dramaturgo e diretor de teatro Eric-Emmanuel Schmitt.

Suas obras, entre outras. Elle, Adrienne (1971), L'Irrégulière (1974, uma biografia de Coco Chanel), Une enfance sicilienne (1981), Un désir d'Orient (1989) ou Nomade j'étais (1995), foram traduzidas para 20 idiomas. Também escreveu roteiros e adaptações para os balés de Roland Petit.

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