Joyce Dopkeen/NYT - 31/1/2006
Joyce Dopkeen/NYT - 31/1/2006

Livro perdido de Maurice Sendak será lançado em 2018

'Presto and Zesto in Limboland', do autor de 'Onde Vivem os Monstros', só foi encontrado agora

Travis M. Andrews, THE WASHINGTON POST

15 Julho 2017 | 17h39

Maurice Sendak durante décadas fascinou as crianças curiosas com dezenas de livros, incluindo seu clássico ilustrado, Where the Wild Things Are (Onde Vivem os Monstros), publicado pela primeira vez em 1963.

Quando ele morreu, em 2012, muitas pessoas acharam que o mundo tinha visto a última das suas inimitáveis histórias. Os fãs de Sendak podem se alegrar agora, porque ele escreveu mais um livro, agora descoberto. De acordo com a Publishers Weekly, que deu o furo, Lynn Caponera, presidente da Maurice Sendak Foundation, realizava uma limpeza dos arquivos do escritor, em Connecticut, no ano passado, quando encontrou o texto escrito à máquina Presto and Zesto in Limboland.

Atônita com a descoberta, ela escaneou o material e o enviou ao editor Michael di Capua, que por muito tempo publicou os livros de Sendak. Seria real? “Li o livro com incredulidade. Que milagre encontrar esse tesouro enterrado nos arquivos.” Michael di Capua Books e a HarperCollins pretendem publicar o livro em 2018, segundo a Publishers Weekly. Sendak escreveu o livro com Arthur Yorinkis, um antigo colaborador com quem também redigiu The Miami Giant e Mommy?

A obra tem ilustrações que Sendak criou para acompanhar uma apresentação de Rikadla, de Leo Jánácek, pela Orquestra Sinfônica de Londres, que evoca canções infantis checas surrealistas e absurdas, segundo o Publishers Weekly. Uma das imagens mostra um menino tocando o que parece ser uma gaita cavalgando um cavalo que galopa sobre fogo. Ele é perseguido por um monstro bípede e com chifres e uma cauda de diabo bifurcada. No fundo, outro garoto está diante de uma aranha enorme sobre a qual outra enorme aranha se move lentamente. Depois que desenharam as ilustrações, Yorinks e Di Capua perceberam entristecidos que nunca mais as veriam de novo depois da apresentação, mas não sabiam o que fazer com elas.

Anos depois, as imagens foram usadas novamente - dessa vez para uma peça sinfônica do violinista Midori e Yorinks recusou-se a deixar que elas desaparecessem. Assim, ele e Sendak as colocaram sobre a mesa e procuraram criar uma história. O que surgiu não foi uma grande realização, mas um dia de pura diversão para os dois amigos. 

“Depois de horas, um fio condutor narrativo começou a surgir. A história se tornou uma homenagem à nossa amizade e, por isso, chamamos os dois personagens de Presto e Zesto, com base nos nossos apelidos.

E por que esse texto não havia sido descoberto até agora? “Sinceramente, eu esqueci”, disse Yorinkis. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

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