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Best-sellers brasileiros e grandes descontos são destaques na Bienal

Maria Fernanda Rodrigues - O Estado de S. Paulo

30 Agosto 2014 | 16h 15

Movimentação neste sábado é grande, mas não se compara à lotação do primeiro fim de semana do evento em São Paulo

A lembrança da passagem da escritora americana Cassandra Clare pela Bienal do Livro no fim de semana passado faz os leitores de best-sellers brasileiros como Thalita Rebouças, Paula Pimenta, Carina Rissi e Eduardo Spohr parecerem menos fanáticos. Há histeria, claro, no encontro com seus ídolos, mas nada como o que foi visto pelos corredores do Anhembi no sábado passado. Hoje é o dia da literatura brasileira na feira, com duas exceções importantes: a americana Sylvia Day, autora de romances eróticos, que não está na programação oficial, mas autografa no estande da editora Universo dos Livros, e o britânico Ken Follett, que já vendeu 150 milhões de livros - policiais e romances históricos - no mundo todo.

Apesar de ser o convidado com mais livros vendidos e com mais tempo de listas de best-sellers, Ken Follett, 65 anos, teve uma passagem tranquila pela Bienal do Livro. Seus leitores também. Quem foi à Arena Cultural no final da manhã encontrou lugar para sentar e, com sorte (porque muita gente queria), conseguiu fazer uma pergunta ao autor de Os Pilares da Terra e da trilogia O Século, cujo último volume, Eternidade por um Fio, chega às livrarias no dia 16 de setembro.

Perguntado sobre a influência que seus livros podem exercer nos leitores, ele disse que não escreve pensando nisso ou com o objetivo de mostrar algo a alguém. "No entanto, todos os livros nos tornam mais conscientes porque nos fazem conhecer a vida de outras pessoas. No tempo medieval, pessoas não liam romances e só conheciam a vida de pessoas como ela. Essa compreensão limitada é uma das razões pelas quais havia tanta gente cruel naquela época", disse. Agora que terminou sua série sobre o século 20, que acompanhamos por meio da história de cinco famílias de diferentes lugares do mundo, Follett trabalha num romance sobre espionagem na Inglaterra no século 16. Ele adianta alguns detalhes: "Muita gente queria matar a rainha Elizabeth, então ela montou um serviço secreto para espionar as pessoas. Deu certo, já que ela governou por 45 anos. O livro será sobre esse serviço secreto, mas haverá tudo o que tem nos meus livros, como pessoas crescendo, indo para a guerra, tendo filhos, ficando velhos."

Enquanto Follett conversava com os leitores e autografava 200 livros e Ziraldo e Mauricio de Sousa faziam suas tradicionais aparições na feira, Fernanda Sousa Dutra, 13 anos, guardava o primeiro lugar na fila à espera de um autógrafo, uma foto e um beijo de Thalita Rebouças. Ela chegou ao estande às 10h15 e Thalita chegaria só três horas depois. Pelas suas contas, lê de dois a três livros por mês, dependendo do volume de trabalho na escola. Isso, sem contar a leitura obrigatória. Fã de chick-lit, ela trazia no braço uma pulseira-senha que lhe renderia, muitas horas depois, o autógrafo de outra musa: Paula Pimenta. "Gosto porque elas interagem com a gente durante a leitura e também nas redes sociais. Elas são diferentes. Os livros da Paula têm mais romance e os da Thalita têm um pouco de comédia também." E por que ficar tanto tempo numa fila por um autógrafo? 'É muito legal ver que a escritora que você está lendo é de verdade", diz.

Para a sessão de autógrafos de Eduardo Spohr, autor de A Batalha do Apocalipse, e de Carina Rissi, que está lançando Encontrada: À Espera do Felizes Para Sempre, ambos publicados pela Verus, foi feito um esquema especial e eles autografaram numa grande área onde durante a semana é o ponto de encontro dos estudantes que participam da visitação escolar. Estima-se que havia cerca de 900 pessoas por ali.

Famílias foram em peso à Bienal neste penúltimo dia de programação e encaravam com bom grado a fila para entrar nos estandes, para pagar, para conseguir um autógrafo, para usar o banheiro, para comprar água. Os descontos faziam o caos valer a pena, comentam pelos corredores. No estande do Grupo Record, por exemplo, eles são progressivos e fila é longa, mas rápida. Quem procura livros de gastronomia, entre outros gêneros, encontra tudo com 50% de desconto no estande da Senac, que se destaca também pelo bom atendimento. Companhia das Letras, Sextante, Intrínseca e Rocco também estão entre as editoras mais populares. Na Intrínseca, por exemplo, há títulos por R$ 5.

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