‘As Crônicas de Gelo e Fogo’, de George R. R. Martin, pode ter oitavo livro

Editora da saga, que inspirou a série de TV ‘Game of Thrones’, sinalizou que a quantidade planejada, sete, pode não ser suficiente para conclusão da história

O Estado de S. Paulo

04 Junho 2014 | 16h00

A editora da saga de George R. R. Martin, As Crônicas de Gelo e Fogo, sugeriu nesta terça-feira que a série pode terminar com oito livros, ao invés dos sete inicialmente planejados. Anne Groell disse que o primeiro plano era para a série ser uma trilogia, mas ela convenceu o autor a escrever mais.

“Lembro quando ele me ligou e disse que não seriam três, mas sim quatro livros. Eu disse: ‘sete. Sete livros e sete reinos’. Agora, editando a série, percebi que na verdade são oito reinos, então, talvez, sete livros com oito reinos seja ok”, disse, num papo com fãs da série. Ela admite, entretanto, que sete livros estão previstos no contrato atual. Atualmente, Anne trabalha com Martin na conclusão do sexto, The Winds of Winter.

A editora de Martin no Reino Unido, Jane Johnson, disse ao jornal The Guardian que apenas Martin sabe quantos livros ainda restam na série, apesar do contrato de sete livros. “Como editora, posso dizer que ainda falta muito para amarrar em apenas dois novos romances, mas se George continuar matando os personagens na sua levada habitual, bem que a saga pode acabar no sétimo livro mesmo!”, brincou.

O livro mais recente, A Dança dos Dragões, foi publicado em 2011, mas o sucesso da série de TV fez com que a expectativa para o próximo seja maior do que nas outras ocasiões. Martin já é conhecido por decepcionar a ansiedade dos fãs ao demorar anos para lançar as sequências. “Quanto mais leitores você tem, mais difícil fica de manter o ritmo, e aí você não consegue escrever nada”, já disse o escritor.

Quando questionada se já tentou arrastar Martin para turnês de lançamentos e encontros com os fãs, Groell disse: “Meu Deus, sim!, muitas vezes, mas ele é muito teimoso, muito focado no seu trabalho”. As informações são do jornal The Guardian.

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