Zélia Gattai passa bem, mas ainda não há previsão de alta

Dores que a escritora, internada no Hospital da Bahia, sentia no aparelho digestivo foram causadas por remédio que ela tomava para tratar embolia pulmonar

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 13h00

A escritora Zélia Gattai, de 90 anos, internada no sábado, 16, no Hospital da Bahia, em Salvador, com dores no aparelho digestivo, está "lúcida, com o raciocínio coerente e respira sem a ajuda de aparelhos", segundo boletim médico divulgado na tarde desta segunda-feira, 18. Ainda não há, no entanto, previsão de alta. Zélia foi internada com quadro de "hemorragia digestiva" por causa do uso de anticoagulante oral, usado desde fevereiro deste ano para o tratamento de uma embolia pulmonar. Ela recebeu transfusão de sangue e o resultado foi considerado "satisfatório", de acordo com o boletim, assinado pelos médicos Jadelson Andrade e Jorge Pereira. Zélia Gattai Amado é autora, entre outros, de Anarquistas Graças a Deus, e foi casada com Jorge Amado (1912-2001), um dos mais importantes escritores brasileiros. É imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), ocupando a cadeira que pertenceu a Jorge Amado. Zélia começou a escrever aos 63 anos encorajada pelo marido, com quem viveu por 56 anos, e é autora de treze livros. A escritora ainda vive na casa do bairro Rio Vermelho, em Salvador, onde morava com Amado, em cujo jardim estão as cinzas do escritor e que será transformada em um museu dedicado à memória do autor de obras como Gabriela, Cravo e Canela e Dona Flor e seus Dois Maridos. Várias internações Zélia tem passado por várias internações hospitalares desde o ano passado. Foi internada em 27 de julho de 2006 no Hospital da Bahia com quadro de dor torácica e pressão alta. Na ocasião, as dores no peito foram creditadas a uma queda sofrida pela escritora em sua residência no dia 24 de julho, quando machucou o quadril, o tórax e teve um dedo da mão fraturado. Em outubro foi internada novamente, no Hospital Aliança de Salvador, por conta de uma insuficiência cardíaca e edema agudo pulmonar. A escritora foi mantida na Unidade de Terapia Intensiva e passou quase duas semanas hospitalizada. Em 27 de dezembro, voltou ao mesmo hospital sofrendo falta de ar devido a uma bronquite crônica. No final de janeiro de 2007, a escritora passou por uma internação relâmpago de três dias no Hospital da Bahia para fazer exames. Ela havia sofrido uma queda dias antes, mas segundo os familiares a internação já estava planejada independentemente do acidente. Em fevereiro, foi internada por conta de uma embolia pulmonar.

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