Umberto Eco publica último ensaio 'História da Feiúra'

Obra já sai traduzida em 27 línguas e é continuação de 'História da Beleza', anterior do escritor

EFE

02 Outubro 2007 | 17h24

O escritor e semiólogo Umberto Eco publicará nos próximos dias seu último ensaio Storia della Bruttezza (História da Feiúra), que já sai traduzido em 27 línguas e é uma continuação da obra anterior História da Beleza (2004), que vendeu meio milhão de exemplares.   O autor de O Nome da Rosa (1980), aos 75 anos, apresentará seu ensaio na próxima quarta-feira, 10, na Feira do Livro de Frankfurt. Na Itália, a obra estará nas livrarias na quarta, 10.   Assim como História da Beleza, o livro vem acompanhado de textos de clássicos como Leonardo da Vinci, Victor Hugo e Marcel Proust, bem como de reproduções que vão desde A Cabeça da Medusa, de Rubens, à reconstrução do corcunda de Notre Dame ou Jesus do filme A Paixão de Cristo (2004), de Mel Gibson.   O livro tem 15 capítulos mais uma introdução, nos quais repassa a história da feiúra de um ponto de vista artístico-filosófico que o leva a refletir sobre o significado e o sentimento de o que é "feio".   Eco menciona em seu ensaio uma lembrança atribuída a Leonardo da Vinci: "Perguntado o pintor como que, fazendo figuras tão belas, que eram coisas mortas, tinha filhos tão feios, ele respondeu que era porque fazia as pinturas de dia e os filhos, de noite".   Para o semiólogo, que no ano passado ficou novamente no topo das listas de mais vendidos com A Passo de Caranguejo: guerras quentes e populismo midiático, "para compreender a feiúra, bem como a beleza, é necessário deter-se em certos momentos históricos e nos sucessivos cânones estéticos".   Mas o semiólogo acredita que "não se pode só escutar ou revisar o gosto dos filósofos e dos artistas, mas também é necessário saber que pensam as pessoas comuns".   Entre outras teses, o escritor, autor também do romance O Pêndulo de Foucault (1988), rejeita em seu ensaio a afirmação de Hegel de que a feiúra foi introduzida e lembra a existência dela já na mitologia grega.

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