Um grito parado no ar

Poeta maior

Tutty Vasques, O Estado de S.Paulo

03 Junho 2014 | 02h06

Romário ainda não se deu conta

disso, mas, de bico fechado, o

Ronaldo Fenômeno é melhor

ainda que o Pelé calado!

Intriga da oposição

Lula nega que vá abdicar ao trono

em favor do filho. "Devem ter

me confundido com o rei

da Espanha!"

Boletim médico

Ana Paula Arósio recusou salário

de R$ 1 milhão para fazer novela

na Record. Isso quer dizer o

seguinte: continua doidinha!

Quebra de unanimidade

Com todo respeito ao inegável

talento dos irmãos grafiteiros

Gustavo e Otávio Pandolfo, os

gêmeos do Cambuci que conquistaram o mundo com admiráveis interferências artísticas na cena urbana, o avião da seleção que eles pintaram ficou parecendo ônibus escolar da campanha 'Criança Esperança'!

Made in Brazil

De um brasileiro que, de passagem por Paris, assistiu ao show do

Caetano no Grand Rex, visitou

os painéis Guerra e Paz do

Portinari no Grand Palais e se

deparou com Gilberto Gil no

olimpo da música negra, entre John Coltrane, Jimi Hendrix

e Michael Jackson na mostra

Great Black Music (Cité de

la Musique): "O Brasil que

enche a gente de orgulho

vive no exílio!".

Boato infame

Felipão não estava se referindo

especificamente à Petrobrás

quando disse que "está

tudo errado!" E não se

fala mais nisso!

Afora a turma que já decidiu passar a Copa do Mundo apanhando da polícia nas barreiras de segurança em torno dos estádios, tem muito brasileiro por aí a fingir descaso com a competição, temendo ser cobrado nas ruas pela alienação da alegria indisfarçável com a festa que vai começar no nosso quintal: "Tá rindo de quê, mané?".

Resta saber até quando toda essa gente vai conseguir dissimular sua satisfação com o maior espetáculo do planeta bola a pretexto de manifestar indignação com o País, como se uma coisa e outra não pudessem dividir o mesmo espírito de porco.

Tá na moda torcer para que tudo no Brasil dê errado - prognóstico quase sempre infalível -, mas, se der uma zebra de o time do Felipão acertar, o brasileiro que se prepare para explosão de alegria só comparável ao êxtase nas ruas em 1970. O País era muito pior naquela época e, no entanto, nunca fomos tão felizes! Com a devida licença poética do Guarnieri, "sei que há um céu sobre essa chuva, e um grito parado no ar"!

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