Um criador da geração blockbuster

É preciso o recuo do tempo para dizer que alguém fez história. Steven Spielberg fez com Tubarão e nem com as novas tecnologias - ou o avanço dos efeitos especiais - seria possível imaginar que o filme ficasse mais impressionante. Em meados dos anos 1970, quando ele fez sua adaptação do livro de Peter Blenchley, um novo capítulo de Hollywood estava sendo escrito. Na sequência, seu amigo George Lucas faria Guerra nas Estrelas, iniciando a saga Star Wars. Começava a era dos blockbusters, que já fora anunciada por O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola, em 1972. Todos eram jovens na época e revolucionaram o cinema - a indústria como a estética dos filmes. Há um livro de Peter Bislkind - Como a Geração Sexo, Drogas e Rock'n'Roll Salvou Hollywood - que conta a história dessa década prodigiosa. As mudanças já vinham desde Sem Destino, de Dennis Hopper, no fim dos anos 1960, e iriam até Touro Indomável, de Martin Scorsese, no alvorecer dos 80. Easy riders, raging bulls, como define Biskind. A excitação de criar, de ousar. Se o tubarão mecânico não funcionava, como conta Carl Gottlieb na entrevista ao lado, Spielberg inventava e resolvia os problemas. / L.C.M.

O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2012 | 03h10

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