EFE
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Último livro de Dario Fo será lançado no fim de 2016

O retrata a mulher "fora do comum" e que foi educada por seu pai como se fosse um homem

Ansa Flash

13 Outubro 2016 | 08h45

Pouco antes de morrer nesta quinta-feira, 13, o Nobel de Literatura italiano Dario Fo terminou seu último livro, que será lançado em dezembro deste ano. Quase per caso uma donna: Cristina di Svezia (Uma mulher quase por acaso: Cristina da Suécia, em tradução livre) conta a história da soberana que reinou entre os anos de 1632 e 1654.

Com seu olhar peculiar sobre a história, Fo retrata a mulher "fora do comum" e que foi educada por seu pai como se fosse um homem. Com uma extensa pesquisa histórica, o italiano reescreveu - com um bom toque de imaginação - a época em que Cristina viveu e a "extraordinária" individualidade da rainha. Destacando a soberana como uma "heroína" de seu tempo, Fo conta as lutas de poder e as guerras - além dos amores femininos vividos por Cristina.

Com mais de 100 obras literárias no currículo (tanto como livros como peças de teatro), seu último livro havia sido lançado no dia 20 de setembro e contava a história de outro grande personagem da história: Charles Darwin. "Darwin ma siamo scimmie da parte di padre o di madre?" ("Darwin, nós somos macacos por parte de pai ou de mãe?", em tradução livre) é repleto de questionamentos sobre a origem da vida e sobre a humanidade, além de contar com desenhos do próprio autor.

Segundo fontes da família, foi justamente após o lançamento do livro, que o artista foi internado no hospital Sacco, de Milão, por causa dos problemas pulmonares que acabaram causando sua morte. "Ele nos disse que seriam apenas alguns dias, disse que se internaria para fazer uma série de exames", contou uma das colaboradoras de sua editora. Pouco antes de seu aniversário, em março deste ano, o multifacetado artista lançou uma obra em parceira com a jornalista Giusepinna Manin. Dario e Dio (Dario e Deus) traz a religião e as questões espirituais com a ironia e sátira do italiano. As obras mais famosas do italiano, no entanto, foram escritas entre as décadas de 1960 e 1970, entre as quais Mistero Buffero e Morte Acidental de um Anarquista

 

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