Teatro Negro de Praga apresenta sua caixa mágica em SP

Espetáculo que o grupo checo faria na segunda-feira foi cancelado, mas foram confirmados, no Citibank Hall, os shows desta terça e da quarta-feira

Agencia Estado

19 Junho 2007 | 11h06

Os melhores esquetes dos 46 anos de vida do Teatro Negro de Praga foram selecionados para serem mostrados somente na segunda, 4, na terça e na quarta-feira, no Citibank Hall. Na segunda o espetáculo teve de ser cancelado porque os equipamentos da companhia ficaram retidos em Lima, no Peru, e não chegariam a tempo para a montagem do show. Os ingressos adquiridos podem ser usados para a apresentação de quarta-feira. As devoluções serão realizadas nas bilheterias do Citibank Hall e nos pontos-de-venda. Quem comprou as entradas por telefone ou internet deve entrar em contato pelo número 6846-6200. Um músico que tem de lidar com as constantes transformações de seu violino em uma galinha, um cachorro e um ganso (O Violinista) e a briga no varal entre duas calças masculinas e uma meia-calça (A Lavadeira) são apenas algumas das histórias que prometem divertir crianças e adultos através da técnica chinesa da caixa-preta, onde bailarinos, atores e mímicos, em sua maioria invisíveis aos olhos do espectador, indicam o caminho para um mundo mágico. "Nenhuma companhia consegue ter uma vida tão longa se não tiver qualidade", opina Vladimír Kubícek, diretor artístico do grupo que foi formado em 1961 com meia dúzia de artistas checos. "Estamos levando nove esquetes que traduzem toda a nossa história." Ele cita, como exemplo, A Lavadeira, primeira história a ser apresentada no espetáculo e o mais antigo esquete da companhia, criado em 1959 pelo fundador do Teatro Negro de Praga, Jiri Srnec, hoje com 75 anos. "É uma história simples e curta, que possibilita entender o nosso trabalho e o tipo de humor", completa. Por falar em humor, Kubícek garante que os brasileiros formam a melhor platéia do mundo. E ele não fala isso para agradar, não. "No Japão, por exemplo, o público é silencioso, está mais preocupado em descobrir como é que fazemos tudo aquilo", conta. "Já os brasileiros se entregam ao espetáculo, são muito abertos às nossas performances." O argentino Percy Llanos, que trabalha há 26 anos como relações-públicas do grupo, credita o sucesso do teatro, que utiliza efeitos até mesmo de desenhos animados, ao fato de ser feito "artesanalmente". "Eles despertam a nossa imaginação sendo diretos, sem ter de apelar para o uso de nenhum tipo de tecnologia." Quem atualmente dirige o Teatro Negro de Praga é o filho de Jiri Srnec, Jiri Srnec Jr., de 23 anos, desde janeiro de 2004. Ao lado de mais seis artistas checos, Jiri e o diretor artístico Vladimír também atuam. A inspiração para todo esse trabalho surge a partir de detalhes aparentemente ordinários da vida, que podem passar despercebidos pela maioria das pessoas. "Quando se é criança, temos uma imaginação poderosa. Quando crescemos, temos de trabalhar, ganhar dinheiro e acabamos esquecendo a importância daquele tempo. A diferença é que nós queremos ser crianças durante todo o tempo. E pretendemos levá-los de volta àquele mundo", diz Kubícek. A opção, agora, é Sua. Teatro Negro de Praga. Citibank Hall (1.350 lug.). Av. Jamaris 213, tel. 11-6846-6040. Terça e quarta-feira, 21h30. R$ 120 a R$ 180

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