Ariel Martini
Ariel Martini

Som a Pino: 'Pelo nosso amor no movimento'

Festival Bananada, em Goiânia, reuniu nomes importantes da música brasileira

Roberta Martinelli, O Estado de S.Paulo

16 Maio 2017 | 02h00

Um festival de música é importante demais. Artistas de outros Estados e até países chegam à cidade, o público local pode ver de perto shows que, às vezes, demoram muito tempo para chegar. Artistas circulam e chegam mais longe com sua arte. Ano passado, Nação Zumbi tocou pela primeira vez no Maranhão em um festival. Isso quer dizer muito: uma banda como Nação ainda não ter tocado lá me surpreendeu demais. Por isso, precisamos de mais festivais. É lindo demais viver essa troca e ver a recepção do público sempre sedento.

Acabei de chegar do Bananada, festival que acontece desde 1999 em Goiânia. E se hoje é importante demais um festival você imagina em 99? Em sua décima nona edição, o Bananada veio com line up poderoso e ocupou lindamente o Centro Cultural Oscar Niemeyer. 

Quando cheguei por lá, muitas pessoas vinham me perguntar ansiosas sobre o show da banda Baiana System (premiada como melhor show do ano em tudo quanto é lugar, no ano passado - e não à toa). “Baiana é isso mesmo que todo mundo fala?” Não precisei responder, todo mundo que esteve lá saiu boquiaberto com a banda. O que é que o Baiana tem? Tudo! Russo Passapusso comanda como ninguém a guitarra baiana de Beto Barreto, o baixo que treme corpo todo de SekoBass, a dupla de DJs que você respeita: João Meirelles e Mahal Pita, a guitarra de Junix, percussão enlouquecida de Japa System e ainda projeção de Filipe Cartaxo. Que show, minha gente! 

Pela segunda vez no festival, Liniker e os Caramelows já chegaram com torcida e com expectativa “ano passado foi incrível, vamos ver como vai ser este ano” e mais uma vez encantaram!

Carne Doce tocou em casa e essa expressão nunca me pareceu tão válida, foi uma festa, uma comemoração, uma catarse. “Você viu Carne Doce?” Perguntavam orgulhosos e, sim, nós vimos! Ainda bem!

 

Passaram por lá e não posso deixar de citar: Céu e seu Tropix, a cantora americana Akua Naru poderosa demais, as meninas do Rakta fortes e performáticas, Maria Gadú, The Baggios, Fióti, Os Mutantes. 

Tulipa Ruiz esteve no festival pela segunda vez, mas tocou pela primeira, pois na outra vez choveu no cerrado e não rolou o show. “Foi lindo, lindo, lindo e ainda teve participação da Liniker.” 

E pra fechar, um grande baile com uma superbanda e uma mesa de bar onde Mano Brown e seu Boogie Naipe deram boa noite a Goiânia. Seu Jorge aproveitou que estava na cidade para outro show e mudou a passagem. Coisas que só um festival faz. No fim, ele estava emocionado demais: “Esse cara me ensinou”. Noites intensas de muita troca, música e ensinamentos. Que venha a vigésima edição.

DISCO DA SEMANA

Oyá Tempo

Luiza Lian mostrou seu álbum visual Oyá Tempo, no palco Spotify no Bananada. Ela e Charles Tixier com uma performance potente com figurino e projeção superconectados. “Tem uma menina que arrasou”, falavam dela depois do show. E você? Conhece? Você pode ver e ouvir o disco na internet.

 

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