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Seleção pede ajuda para cantar hino em Fortaleza

Jogadores querem reviver emoção da Copa das Confederações

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Estadão Esportes

16 Junho 2014 | 14h44

seleção brasileira quer viver de novo a emoção do hino nacional em Fortaleza, vivida há um ano, na Copa das Confederações. Em vídeo, Tiago Silva e David Luiz, os zagueiros da equipe, pedem para todos cantaram abraçados, como os jogadores, antes da bola rolar em Brasil x México. Clique aqui para assistir. 

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Curinga Ramires aguarda decisão de Felipão para saber se joga

Entrada de jogador, que deve substituir Hulk, pode deixar time mais defensivo contra o México

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Luiz Antônio Prósperi

16 Junho 2014 | 05h00

O modelo tático adotado por Luiz Felipe Scolari na seleção brasileira diante da Croácia, na estreia na Copa do Mundo, vai ser alterado no jogo contra o México – amanhã, às 16h, em Fortaleza. A mudança acontece em função da incerteza de contar ou não com o atacante Hulk. Sem seu principal jogador de força na linha de frente, Felipão deve optar por uma formação mais defensiva, com a entrada do meia Ramires.

Felipão sinalizou que deve optar por Ramires ao escalar o meia do Chelsea no time titular tão logo Hulk, cabisbaixo, deixou o treino e se dirigiu ao banco para conversar com o médico Rodrigo Lasmar. Ramires passou a jogar mais fixo pela direita e Oscar, que estava naquele setor, mudou de lado, indo para a esquerda. E de lá pouco saiu até o final do coletivo.

Ramires vai bem na marcação e na saída em velocidade para o ataque, mas não é bom no drible nem no chute de longa distância. Sua entrada no time, de acordo com a projeção de Felipão, deixa a seleção com uma cara mais defensiva.

Com Hulk, além da força habitual do jogador nas finalizações de média distância, a seleção tem mais opções de ataque. Hulk tem bom drible, faz bem a função de cair pelos lados do campo e ainda ajuda muito na marcação dos laterais.

CONTRA-ATAQUE

Ramires é quase um velocista – diz que aprendeu a correr rápido, quando criança, para fugir dos castigos da avó nos seus tempos de infância, em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro. Com tanta velocidade, torna-se uma arma indispensável no contra-ataque do Brasil.

É também um dos cinco remanescentes do time de Dunga na Copa do Mundo de 2010 na África do Sul, quando começou jogando nas quatro primeiras partidas da seleção – suspenso, acabou não enfrentando a Holanda nas quartas de final, quando o Brasil foi eliminado após sofrer a virada com dois gols de Sneijder.

Nos dois últimos jogos da seleção – amistoso contra a Sérvia, no Morumbi, e nos 3 a 1 da estreia contra a Croácia –, Ramires jogou, primeiro, no lugar de Paulinho e substituiu Neymar na segunda partida, quando o placar ainda marcava 2 a 1.

AJUDA NA MARCAÇÃO

Com a possível entrada do meia, Paulinho e Oscar vão ter a vida facilitada na hora de compor a marcação da equipe. Não será surpresa se houver um revezamento entre Paulinho e Ramires na saída de bola da seleção. Até porque ambos gostam de se mandar para o ataque. Oscar é essencialmente tático e pode trabalhar mais a bola, sem tanta necessidade de ajudar na marcação.

Ramires já substituiu Oscar no segundo tempo do amistoso contra a Sérvia, dia 6, no Morumbi. Antes, havia entrado no lugar de Paulinho na goleada de 4 a 0 sobre o Panamá, no Serra Dourada, em Goiânia. E agora foi eleito para a eventual entrada na vaga de Hulk.

Diante desse quadro, Ramires tem sido um curinga de Felipão quando há alguma emergência na seleção brasileira. É a primeira opção no meio de campo, e o treinador não esconde de ninguém essa evidência.

"É difícil entrar no time titular, por causa dos jogadores que nós temos. O professor (Felipão) pode precisar de mim quando ele achar que vale. O mais importante é ter na mente que somos os 23 jogadores que vão disputar a Copa do Mundo. Todos precisam estar preparados para jogar", disse Ramires, há uma semana, em entrevista na Granja Comary, quando sua chance de jogar era quase uma miragem.

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