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Rox, garota elétrica no mundo doido do neosoul

JOTABÊ MEDEIROS - O Estado de S.Paulo

20 Janeiro 2012 | 03h 10

Meu nome é Roxanne, algumas pessoas me chamam Rox. Componho canções e as canto. Fim.

O recado curto e grosso da página do Twitter da cantora Rox, uma das novas sensações do soul no Reino Unido, não dá conta da expectativa que cercou a garota. Há dois anos, quando surgiu, foi comparada a Amy Winehouse e Adele.

"Minha primeira reação, quando fizeram essas comparações, foi de medo. Sabia que todo mundo ia ficar me medindo, eu podia decepcionar alguém. Mas depois compreendi que era maravilhoso, um grande elogio. Acho apenas que tinha um pouco de preguiça naquilo, eu me reconheço em muitas outras coisas", disse ao Estado, por telefone, a extrovertida, falante e risonha Rox, que está excitada com a ideia de tocar para 30 mil pessoas em São Paulo.

Entre as muitas coisas que ela ouve, o menu natural de uma jovem de 20 anos: Joss Stone, Avril, Alanis, Jay-Z, Beyoncé e também... a brasileira Tânia Maria, cantora e pianista que vive há 35 anos na França, com brilhante carreira internacional. Ela sabe surpreender. "Ouço bastante hip-hop, mas não é jogo de cena minha influência da Motown: eu adoro. Ouço tudo da Motown desde os 14, 15 anos", conta a garota.

Suas interpretações em hits internéticos como My Baby Left Me e No Going Back são pungentes (demonstram até mais envolvimento emocional do que ela parece capaz de carregar).

Nascida Roxanne Tataei em Londres, ela estreou em disco em 2010, com Memoirs (101 Distribution). O disco foi parcialmente gravado em New Jersey com Commissioner Gordon (da turma de Lauryn Hill; talvez por isso o reggae Rocksteady, claramente inspirado em Lauryn). A outra metade do álbum foi feita em Londres, com o produtor Al Shux (o mesmo dos rappers Jay-Z e Lupe Fiasco). Desde então, Rox tem surgido em palcos como abre-alas de gente como Mark Ronson e Daniel Merriweather.

Rox vem ao Brasil e, na volta, conta à reportagem, já entra em estúdio para gravar o segundo disco. "Não aceito pressão. Também não penso nas expectativas criadas pelo primeiro disco. Acredito que o segundo álbum não é uma coisa totalmente estranha, mas uma continuação do que fiz no primeiro. E eu sou a minha maior crítica, então creio que farei o meu melhor."

Sua chegada ao mundo já congestionado do neosoul foi notada no mundo todo. Tem turnês agendadas da Áustria ao Azerbaijão, e ela mesma diz que ainda está em busca de sua identidade artística - e pessoal. "Há dois meses, meu pai, que nunca falou muito sobre a origem da nossa família, me disse que minha bisavó veio da Turquia para a Inglaterra. Achei isso muito bonito. Vivemos num mundo integrado, que incorpora diferentes traços de cultura, e foi legal saber que eu mesma sou parte disso tudo. Vivo descobrindo coisas", diverte-se.

Há também um certo componente gospel na interpretação de Rox, e ela não descarta também um lado country. Uma de suas influências confessas é Eva Cassady. Tem muita gente apostando que Rox vai colocar o Summer Soul Festival no bolso. Particularmente, ela não bota banca, é pura modéstia. "Adoro Florence Welsh. É uma grande artista e nunca a vi cantando, vou adorar assistir ao show. Bruno Mars eu já encontrei em um programa de TV. É incrível, muito inspirador. Eu só quero dizer uma coisa: ainda estou aprendendo, ainda sou uma iniciante."

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