Radiola tem mais 8 shows

Antes de fazer balanços mais minuciosos sobre o que passou, o projeto Radiola Urbana 1972 vai ganhar novo fôlego. O idealizador Ramiro Zwetsch adiantou com exclusividade à reportagem do Estado que uma nova série de oito shows, no mesmo formato, tomará a programação do Sesc Santana entre os dias 1.º e 4 de novembro.

O Estado de S.Paulo

13 Outubro 2012 | 03h10

Da seara "original", apresentada ao público do CCJ, três serão reaproveitados: Transa (Caetano Veloso), por Romulo Fróes; Sonhos e Memórias (Erasmo Carlos), por Bruno Morais; e Superfly (Curtis Mayfield), por Rodrigo Campos.

Cinco são inéditos e recuperam outras bolachas imprescindíveis nascidas no ano de 1972. Hélio Flanders, vocalista do Vanguart, vai se juntar à cantora Cida Moreira para homenagear Harvest, de Neil Young. Expresso 2222, de Gilberto Gil, será defendido pelo cantor Felipe Cordeiro, enquanto o companheiro de geração, Leo Cavalcanti, terá a missão de incorporar o samba rock de Jorge Ben do álbum Ben. O baterista e cantor Curumin foi convidado para se debruçar pelo R&B de Bill Withers em Still Bill.

Por fim, e um dos que devem causar mais frisson, será a releitura do trompetista Guizado para On The Corner, do jazzista Miles Davis.

Nele, o instrumentista aprofunda experimentos que já havia apresentado em In A Silent Way (1969) e Bitches Brew (1970). Uma renovação estética batizada de fusion e que colocou Miles em contato com a black music em expansão da época, de nomes como Sly and The Family Stone e Funkadelic.

"Ficamos muito felizes com todos os shows até agora e o êxito do projeto. Esperávamos mais público, afinal são apresentações gratuitas e de artistas de destaque da música atual interpretando repertórios desafiadores", avalia Ramiro, que divide a curadoria do projeto com o jornalista Filipe Luna.

Os dois já cogitam reeditar o Radiola Urbana no ano que vem e, quem sabe, até perpetuá-lo na agenda da cidade, "Acho que dá para estender tranquilamente por todos os anos da década de 1970 até 1979 e depois, quem sabe, voltar para os anos 1960", projeta Ramiro. / E.B.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.