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'Que Marravilha' estreia no GNT

Casais famosos se juntam ao chef Claude Troisgros na beira do fogão para série de romance

CRISTINA PADIGLIONE - O Estado de S.Paulo,

04 Outubro 2012 | 03h09

RIO - Há oito anos frequentando o canal GNT, o mais bem-humorado dos franceses estreia hoje, mais uma temporada especial do seu Que Marravilha, agora sob o mote "romance". Em cada episódio desta safra, um casal famoso é convidado a ir para o fogão com Claude Troisgros, com direito a tacinha de champanhe e uma boa prosa antes do grand finale, à mesa, sob a luz de velas. O Estado acompanhou a gravação da edição com os atores Michel Mellamed e Bruna Linzmeyer, em bela casa alugada no bairro da Gávea, no Rio, onde foram gravados os 11 episódios.

O músico Luciano Camargo e sua mulher, a arquiteta Flávia Camargo, abrem a série, hoje, tendo à mesa espuma de batata e bacalhau, tapenade. Depois virão Mateus Solano e Paula Braun, Cynthia Howlett e Du Moscovis, Lenine e Ana Barroso, além de Flávia Alessandra e Otaviano Costa.

Antes de se posicionar no seu QG, à cozinha, ainda em trajes civis, Troisgros sentou-se à mesa no terraço ao ar livre onde seria serviço o jantar para conversarmos. Estamos cercados de refletores, fios, baús, louças e acessórios que o público não verá nos românticos enquadramentos a serem colocados no ar, arsenal essencial para o expediente de gravações. Quero saber, sinceramente, se esse acento francês seria assim tão forte caso sua ocupação fosse outra, que não chef de cuisine. Ele duvida. Sim, já houve quem tentasse emplacar, em vão, umas aulas de fonoaudiologia para atenuar o sotaque desse francês que adotou o Rio há quase 30 anos.

Inversão de papéis. Conta-nos o Claude que o GNT sempre busca novas ideias para renovar as temporadas do seu Que Marravilha. Até papel para ser uma espécie de Gordon Ramsay, o chef escocês que adora humilhar aprendizes de cozinha em reality show mundo afora, já lhe propuseram. Claude nem quis pensar. "Não seria eu, não sei ser mau. Sou chef, não sou ator e para fazer aquilo eu teria de fazer curso de interpretação", diz. Assim, para 2013, o plano é que ele troque de lugar com o telespectador e execute receitas enviadas pelo público. "Mas vou dar o meu toque", avisa. "Depois o dono da receita original vai me dar uma nota."

Dono de três restaurantes no Rio, autor de livros de receitas - acaba de sair o 1º volume do Que Marravilha, com 42 receitas - e programa semanal na TV, o chef sabe que trabalha aqui até mais do que trabalharia no Maison Troigros, o restaurante da família em Roanne, na França, do qual representa a terceira geração. Mas não tem aqui, nem de longe, a tensão que teria lá, onde é alto o custo neurótico para manter as 3 Estrelas do Guia Michelin, cotação máxima que um restaurante pode obter no templo da gastronomia mundial e presente no Maison Troigros desde 1968.

Hora de gravar, e Claude troca o terraço pelo fogão. Mete-se na sua túnica branca e propõe ao casal do dia magret de pato com crosta de quinua, pêssego, lichia e blueberry. Azeite daqui, ervas dali, vai perguntando ao casal sobre suas relações com a cozinha. Eles falam das tradições familiares à mesa, do que comiam quando moravam em Nova York, das bananas em profusão na terra dela, ao sul do País, e Bruna se mostra fascinada ao mergulhar o filé na quinua, como ensina Claude. Diz ela que até gosta de cozinhar, mas não demonstra muita intimidade com o ofício. "Adoro chuchu!", diz ela ao chef, que quer saber de que forma ela prepara o legume. "Ah, de todas as formas, assim, ao forno...". Apaixonado, Michel se derrete: "eu adoro!". Voilà: love is in the air.

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