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Pitt e Jolie comparecem a evento contra violência sexual em conflitos

BELINDA GOLDSMITH - REUTERS

12 Junho 2014 | 11h 43

Brad Pitt e Angelina Jolie apareceram juntos nesta quinta-feira em uma reunião global sobre o fim da violência sexual em conflitos, em uma amostra de poder de celebridades que, segundo o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, estão ajudando no debate sobre a questão do estupro como arma de guerra.

Vestidos de preto, Pitt e Jolie ficaram ao lado de Hague na abertura do terceiro dia do encontro em Londres, no ponto alto de um trabalho conjunto entre a atriz e Hague que já dura dois anos.

Cerca de 1.200 ministros de governos, representantes, ativistas e membros do judiciário e das forças militares de mais de 120 países compareceram ao evento, que busca encontrar soluções práticas para punir os responsáveis por violência sexual, e também ajudar as vítimas.

Hague disse que sua parceria com Jolie, atriz vencedora do Oscar e enviada especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), colocou o tema da violência sexual em conflitos na agenda mundial e é um exemplo de como a política externa pode ser conduzida no futuro.

“Ela traz o que os governos não conseguem… não havia um grande governo no mundo motivando isso”, disse Hague a jornalistas. “Você precisa de algo a mais para ser capaz de alcançar as pessoas que não ouvem facilmente os governos, e a Angelina traz isso, assim como ter grande conhecimento sobre essas questões, e entusiasmo”.

O envolvimento de Jolie em questões humanitárias data de 2001, quando ela viajou para Serra Leoa como embaixadora da boa-vontade do Acnur e viu o impacto de anos de guerra civil, com estimadas 60 mil mulheres estupradas.

Sua ligação com Hague veio após ele a ter contatado em 2011 após ver a estreia dela na direção de um filme, “Na Terra de Amor e Ódio” , que falava do conflito na Bósnia, de 1992 a 1995, no qual mais de 100 mil pessoas morreram e cerca de 20 mil mulheres foram estupradas, segundo estimativas.

A atriz de 39 anos tem comparecido ao evento desde o começo, na terça-feira, mas seu marido, Pitt, participou pela primeira vez nesta quinta, no plenário de abertura.

“Nós, como uma comunidade internacional, nunca fizemos o suficiente para deter esse abuso e fazemos aos sobreviventes um desserviço quando eles sabem que estamos cientes mas não fazemos nada para responsabilizar os perpetradores”, disse ela nesta quinta-feira.

“Hoje, temos uma oportunidade de mudar isso”.

Tanto Jolie quanto Hague salientaram a importância de garantir que o evento não fique apenas nos discursos, mas também ajude a moldar a ação para acabar com a cultura de impunidade sobre violência sexual.