Paulo Autran pediu para contar que cigarro o matou, diz viúva

Segundo Karen Rodrigues, ator consumia dois maços e não parou de fumar mesmo após diagnóstico

Alexandra Penhalver, do Estadão,

12 Outubro 2007 | 23h29

O ator Paulo Autran, morto nesta sexta-feira, 12, vítima de enfisema pulmonar, pediu para sua mulher, a atriz Karen Rodrigues, que mandasse um beijo à atriz Tônia Carreiro, para a empregada dele, Yolanda, e ao motorista, Armando. "Ele falou: 'Que bom que vou embora'", afirmou Karen. "Ele queria ir embora porque não conseguia mais respirar, e sem respirar, é difícil viver."   A atriz viveu 30 anos com Autran, e para ela vai ser triste seguir sem ele. Karen disse que Paulo pediu para contar às pessoas que foi o cigarro que o matou. "Isso porque as pessoas diziam: 'Ah, o Paulo Autran fuma e tem 85 anos. Mas ele não conseguiu parar de fumar." Segundo ela, o ator chegou a consumir dois maços por dia, e depois do diagnostico, reduziu, mas não parou com o hábito.   Karen o descreveu como insubstituível. Para ela, vão ficar muitas lembranças, entre elas a inteligência, a maneira de assistir a um espetáculo, de dirigir uma peça e como ele avaliava as interpretações. "Não tem ninguém que faça isso como ele."   A atriz disse que agora, está lidando com a morte e o funeral de Paulo, mas que daqui a uma semana "vai chegar àquele buraco, um silêncio muito estranho irá bater em casa". Ela diz que não só sua família perde uma pessoa querida, mas que também o teatro brasileiro perde um grande ator.

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