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MIKE BLAKE|REUTERS

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Parque aquático SeaWorld anuncia que não vai mais criar baleia orca

A rede enfrenta queda de público e é criticada pelo modo como trata seus mamíferos marinhos em cativeiro

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Reuters

17 Março 2016 | 17h59

A administração da rede de parques aquáticos SeaWorld Entertainment Inc anunciou nesta quinta, 17, que não vai mais criar orcas e que aquelas ainda presentes em seus parques serão as últimas.

Com sede na cidade norte-americana de Orlando, na Flórida, a SeaWorld vem enfrentando uma queda de público e há anos é alvo de críticas por causa da maneira como trata seus mamíferos marinhos em cativeiro, assim como da pressão de ativistas de direitos dos animais para que encerre definitivamente a exibição pública das baleias assassinas.

A SeaWorld, que tem parques em San Diego, Orlando e San Antonio, informou que em novembro vai substituir suas baleias assassinas 'Shamu' de San Diego por apresentações dedicadas à conservação ambiental.

Agências reguladoras da Califórnia já anunciado que vão impedir que o SeaWorld de San Diego continue a criar as orcas, caso a empresa leve adiante seu plano de expansão do hábitat artificial dos animais.

O rede tem 29 baleias assassinas sob seus cuidados, incluindo seis emprestadas, de acordo com seu site. A primeira delas nasceu em um parque da SeaWorld em 1985. Desde e época, 30 nasceram nos parques, entre elas as primeiras resultantes de inseminação artificial.

A empresa também testemunhou uma reação negativa ao documentário Blackfish, de 2013, que mostra a manutenção em cativeiro e a exibição pública das baleias assassinas como algo extremamente cruel.

O filme, que a SeaWorld considerou "inexato e tendencioso", também trata das circunstâncias que levaram à morte de um importante treinador da empresa em 2010, que foi arrastado para debaixo da água e afogado por uma orca durante um show na Flórida.

Para combater a  publicidade negativa de Blackfish, a rede lançou campanha de relações públicas para chamar a atenção para o papel da organização na pesquisa de mamíferos marinhos e no resgate e reabilitação de animais no mundo selvagem.

As ações da SeaWorld, que caíram cerca de 11% no ano passado, foram cotadas a US$ 17,12 no pregão de quarta-feira, dia 16. 

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