Panorâmica paraense une gerações e estilos

Terruá Pará traz mais de 70 nomes do Estado ao Ibirapuera

LAURO LISBOA GARCIA, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2012 | 03h09

O violão sofisticado de Sebastião Tapajós, o carimbó chamegado de Dona Onete, o kitsch-pop-cult de Felipe Cordeiro, o tecnomelody de Gaby Amarantos e da Gang do Eletro, a guitarrada que liga Pio Lobato a Mestre Viana, as metaleiras de Manezinho do Sax, Pantoja e Pipira do Trombone, lambada, choro, percussão e cordas, o pop regional e o tribal eletrônico, - todo esse espectro sonoro, que reúne artistas de várias gerações, pode ser apreciado no grande show Terruá Pará, que toma lugar hoje, amanhã e domingo no Auditório Ibirapuera.

Com roteiro dinâmico, cenários multicoloridos e um grande elenco de mais de 70 solistas e grupos - acompanhados por uma banda base com significativos instrumentistas paraenses, como o Trio Manari -, o show volta a São Paulo para marcar o lançamento dos CDs e DVDs duplos registrados no mesmo palco do Ibirapuera em 2006 e 2011. A direção-geral e a produção musical são de Carlos Eduardo Miranda e Cyz Zamorano.

Para os novatos, é uma grande oportunidade de ter seu trabalho projetado para fora do Estado. Para um veterano como Sebastião Tapajós, de renome internacional e uma respeitável discografia, é um reforço. "Acho o projeto feliz. É uma forma de unir os jovens como os mais velhos. Temos grandes talentos a reverenciar. Não podemos nos fechar em copas."

Tanto artistas como o produtor e atual secretário de Comunicação do governo do Pará, Ney Messias Jr., lembram que o próprio paraense não valorizava a música produzida ali. Esse projeto veio dar maior visibilidade a eles e a temporada no Theatro da Paz, em Belém, entre 31 de julho e 4 de agosto, fez enorme sucesso. "Agora estamos estudando como dar o segundo passo e levar essa música brasileira feita no Pará para fora do País. Nesse momento, o empurrão do governo ainda é muito importante."

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