Oliver Stone é barrado no aeroporto de Cumbica-SP

O cineasta americano Oliver Stone, de 63 anos, e sua equipe foram barrados ontem, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos, ao chegar de Los Angeles, nos Estados Unidos. Sem ter o visto brasileiro, eles esperaram cerca de 2h30 para poder entrar no País e o cineasta não chegou a tempo da pré-estreia de seu filme, "Ao Sul da Fronteira", em que ele retrata presidentes sul-americanos - Hugo Chávez, da Venezuela, é a ''estrela''.

AE, Agência Estado

01 Junho 2010 | 09h14

Avisado da situação, o produtor Luiz Carlos Barreto, que tem os direitos do filme no Brasil, ligou para o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que acionou o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, que teria contatado a Polícia Federal. De posse de uma lista de nomes fornecida pelo produtor, a Polícia Federal teria contornado a situação para liberar todos. A delegacia da Polícia Federal em Cumbica recebeu um fax da direção da PF em Brasília com a ordem de conceder o desembarque condicional, por oito dias, ao cineasta e sua equipe.

Oliver Stone tinha dois eventos programados para ontem em São Paulo, ambos na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap): a exibição do filme e uma coletiva de imprensa. A coletiva estava marcada para as 17 horas, passou para as 17h45 e foi cancelada. A exibição do filme, inicialmente marcada para as 19h30, começou às 22 horas. No local, havia aproximadamente 300 pessoas, entre elas, o ex-ministro José Dirceu.

Hoje, às 6h30, Stone deveria embarcar para Brasília para encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, e, à tarde, seguiria para Cochabamba, na Bolívia. Os organizadores do evento na Faap estão tentando reorganizar a agenda de Stone na América do Sul, para que o cineasta volte amanhã para cumprir os compromissos.

Reciprocamente, Brasil e Estados Unidos exigem vistos para ingresso em seus territórios. Por meio de um instituto chamado pela diplomacia de "desembarque condicional", com validade máxima de oito dias, o governo brasileiro pode autorizar, em caráter excepcional, o ingresso sem visto do estrangeiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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