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Não está fácil nem para Teresa Lisbon

JOÃO FERNANDO - O Estado de S.Paulo

02 Junho 2013 | 02h 10

Estrela de The Mentalist, que estreia quinta temporada, Robin Tunney fala sobre os temores do mercado televisivo

O clichê de que a equipe se torna uma família no set de gravação é levado a sério pela turma de The Mentalist, cuja quinta temporada estreia no Warner, no próximo domingo, às 13 h. Desde 2008 na pele da agente Teresa Lisbon, a atriz Robin Tunney fiscaliza até se o companheiro de cena Simon Baker, intérprete do protagonista Patrick Jane, se alimenta direito.

"Eu dou comida e também sirvo suco para que ele tome alguma vitamina. Ele não gosta de vitaminas", entrega a atriz, que costuma passar mais da metade do ano em função da série. "Meu irmão mais velho tem 12 anos a mais do que eu. Quando eu era pequena, ele foi para a faculdade. Por quase seis anos, passei quase todos os dias com Simon Baker. Eu o conheço melhor do que o meu irmão. Ele é como da família. E, assim como na família, você não escolhe seu parceiro de cena", rasga seda.

Por ter de gravar cerca de 24 episódios por temporada, a atriz, de 40 anos, tem de recusar outros papéis no cinema e TV. "É tentador realizar outras coisas, pois você tem vontade de fazer outros personagens. Mas a série é exaustiva. Tento tirar o tempo livre para viajar. Quando não estou no trabalho, estou cuidando de mim. Como mulher, você tem de cuidar do cabelo, pintar as unhas, depilar as sobrancelhas. São muitos compromissos, preciso de um tempo para relaxar", disse ao Estado em uma teleconferência com jornalistas da América Latina. Ao saber que daria entrevista para um jornal brasileiro, nem esperou para ouvir a pergunta. "Estive aí no Natal do ano passado. Visitei Brasília, Bahia e Rio e fui aos ensaios das escolas de samba."

Robin acredita que a longevidade da série se deve ao mistério dos personagens, principalmente a identidade do assassino Red John, que será revelada no fim da quinta temporada. "Se isso fosse resolvido logo, mudaria tudo. E a história é focada no Simon. Não é como CSI ou NCIS, que tem um monte de gente", alfineta. Apesar do sucesso da série, cuja sexta etapa está em produção, nos EUA, a atriz jura não saber o dia de amanhã na profissão. "Muitas séries não passam do piloto. Eu sou grata, pois é difícil para um ator. Você não sabe se vai conseguir cuidar de si mesmo, colocar comida na geladeira e pagar as contas. Estabilidade financeira, emocional e de ficar fisicamente no mesmo lugar, nunca tive. É um mercado volátil."

Por outro lado, a norte-americana analisa que as séries ganharam força na indústria audiovisual. "Os bons atores querem estar na TV porque há personagens que os revelam. Um personagem não teria tanto sucesso em apenas um filme. Hoje, as pessoas preferem assistir às coisas em casa, só vão ao cinema em último caso. E quando vão, é para ver longas em Imax, 3D, coisas diferentes", avalia ainda.

Há anos no mesmo papel, Robin revela ter incorporado hábitos de Lisbon, agente sênior de um centro de investigação de crimes. "Definitivamente, estou mais confortável em dar ordens. Quando pedia algo, costumava dizer 'você se importa em fazer?'. Agora, eu só digo."

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