1. Usuário
Assine o Estadão
assine


"Mulheres Apaixonadas" quer bater "Roque Santeiro"

Agencia Estado

10 Outubro 2003 | 09h 38

Parece decisão de Copa do Mundo. Hoje, dia do último capítulo de Mulheres Apaixonadas, o programa é ficar em casa, grudado na televisão. Nas ruas, o drama de Manoel Carlos é o assunto da vez: alguns torcem pela morte de Dóris (Regiane Alves), outros esbravejam indignados contra a morte de Fred (Pedro Furtado). Tem até gente fazendo bolão para adivinhar como terminam os personagens mais polêmicos da novela. O principal alvo de apostas é o casal homossexual Clara (Aline Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli). Será que vai rolar um beijo? Manoel Carlos não diz. Mas o autor garantiu ao JT que não vai mais matar nenhum personagem. A surpresa do capítulo final fica por conta da paternidade de Salete (Bruna Marquesine). Será que a menina é filha de Téo (Tony Ramos)? Enquanto o mistério continua, relembre os melhores momentos da novela que chega ao fim como o maior sucesso de audiência da Globo nos últimos 18 anos. Amar nunca foi tão complicado A novela colecionou casais polêmicos: padre Pedro largou a batina e caiu nos braços de Estela; Diogo resolveu assumir o romance com a prima Luciana; madame Silvia viveu noites quentes com o taxista Caetano; o garoto Carlinhos perdeu a virgindade com a empregada de sua família; e o mais avançado de todos: as adolescentes Clara e Rafaela fizeram com que um romance entre duas mulheres, pela primeira vez, fosse aprovado pelo público. A protagonista Helena também se deu bem: após 20 anos de espera, casou-se com o Dr. César. Só os pombinhos Fred e Raquel decepcionaram o público: a professora vai terminar a história sozinha, já que o garoto morreu. Manoel Carlos compensou a tragédia unindo, finalmente, Cláudio e Edwiges, o casalzinho mais querido do País. Não faltaram temas sociais O merchandising social também esteve em alta. Manoel Carlos discutiu a violência carioca matando Fernanda com uma bala perdida e ainda aproveitou a tragédia para falar sobre doação de órgãos. Depois, promoveu uma passeata contra o desarmamento que movimentou a cidade inteira - também na vida real. Apostou ainda no alcoolismo, mostrando o sofrimento da professora Santana. E lembrou dos idosos, escancarando as maldades de Dóris (Regiane Alves) contra seus avós. Também teve espaço para discutir o aborto e para mostrar, sem pudor, o drama das mulheres que sofrem violência doméstica. A galera do mal A novela trouxe uma vasta galeria de vilões. Qual o pior? Dóris, que maltratou os avós? Paulinha, que implicou com todo mundo? Inês, que atormentou a neta Salete? Ou Gracinha, que armou uma gravidez para prender Cláudio? Nenhum deles. O mais odiado pelo público foi Marcos, que morreu mas levou o bonzinho Fred junto. Elas são malucas Barracos violentos fizeram a audiência saltar de forma atlética. O primeiro aconteceu logo no capítulo de estréia, em fevereiro, quando Marina flagrou seu noivo aos beijos com Luciana. O Ibope registrou média de 44 pontos. Em julho, quando Heloísa esfaqueou o marido, o capítulo atingiu picos de 58 pontos. Já o episódio em que Fred enfrenta Marcos (Dan Stulbach) com um canivete registrou picos de 56. A briga entre Paulinha (Ana Roberta Gualda) e Clara também agradou: o Ibope calculou 54 pontos. Além de socos e pontapés, o autor abusou das lágrimas para prender o público: a dor de Salete (Bruna Marquezine) registrou picos de 63. Quando sua mãe morreu, a marca foi 67. Para hoje, espera-se que Mulheres bata o recorde de Roque Santeiro que, em 1985, manteve o País inteiro sintonizado no final da novela.

  • Tags: