Morre o roteirista e diretor Max Nunes

Morreu na madrugada desta quarta-feira, 11, o escritor, roteirista e diretor Max Nunes, aos 92 anos. Nunes morava no Rio e desde 2000 produzia textos para o Programa do Jô, da Rede Globo.

AE, Agência Estado

11 Junho 2014 | 18h05

Sucesso nos anos 1960 com o programa Balança Mas Não Cai, ele tinha complicações de saúde decorrentes de uma queda.

"Ele foi o pai do humor brasileiro. Cardiologista que viu que a melhor maneira de tratar o coração era com o riso. Ter trabalhado sob seu comando foi importante. Era o Ph.D da comédia", disse o diretor Daniel Filho ao saber da morte do colega.

Durante décadas, Nunes trabalhou ao lado de Jô Soares. "O que ficou de bom foi uma vida dedicada a fazer os outros rirem. E rirem não só superficialmente, mas com profundidade também. Ele teve uma vida plena e vitoriosa. Foram 92 anos bem vividos, em que ajudou muita gente com seus textos, seu brilho e modernidade. Não dá para escolher uma coisa. Esse homem teve uma importância para o humor do Brasil ao lado dos grandes", disse o apresentador.

Diretor do programa Zorra Total, Maurício Sherman afirmou que a próxima edição será dedicada a Nunes, segundo ele, "o primeiro revolucionário do humor na TV brasileira". "Ele criou o humor urbano. Antes dele, o era tudo sertanejo, interiorano. Quando ele criou no rádio o Balança Mas Não Cai, fez o humor do porteiro, do automóvel. Com isso, a música popular se adaptou rapidamente. Ele também inventou os bordões e personagens eternos, como a Ofélia. Alguns são tão forte que tem gente que pensa que é folclore. E era um ser humano insubstituível."

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