Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Moda lúdica ganha status no carnaval

Com estética divertida, colorida e brilhante, criações e acessórios da empresária Jana Rosa viram sensação

Anna Rombino, O Estado de S.Paulo

11 Fevereiro 2018 | 18h36

Do Sambódromo do Anhembi à Vila Madalena, as pochetes se tornaram uma febre entre os foliões paulistanos e, ao que tudo indica, não devem sair de cena tão cedo - principalmente, pelo termômetro das ruas, os modelos feitos com glitter. É aí que entra Jana Rosa, ex-apresentadora da MTV, que virou case de sucesso com sua marca Agora Que Sou Rica, vendendo justamente pochetes de glitter para o carnaval.

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“Quis fazer uma marca com produtos que você mais quer do que precisa. Que tenham um bom design, e sejam bonitos, brilhantes e coloridos”, diz. A ideia da marca surgiu por acaso, num momento em que ela estava sem rumo profissional definido e começou a se perguntar por que tinha parado de escrever em seu blog, também chamado Agora Que Sou Rica. “Decidi então transformá-lo em uma empresa. Hoje em dia, ninguém mais lê blogs como há alguns anos”, disse. “Minha ideia era ter um negócio para vender alguns produtos, pegar o lucro e ir viajar - era apenas um bico, não uma marca.” 

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Em seu primeiro lançamento, em novembro de 2016, colocou à venda 200 pochetes, que esgotaram em menos de um mês. Então, produziu mais para vender até o carnaval. A expansão do negócio coincidiu com o aumento repentino da folia de São Paulo - que, nos últimos dois anos, aumentou em 27%, segundo a Prefeitura.

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“O carnaval paulistano está gigantesco, teve um boom e começou a ficar muito sério. As pessoas agora se preocupam em montar looks, assim como os cariocas, que têm isso quase como uma religião”, diz Jana.

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Apesar de não ser uma marca voltada especificamente para o feriado, a AQSR tem seus momentos de maior glória na data, que Jana diz ser melhor do que o Natal em volume de vendas feitas pelo site, em eventos e por hora marcada no ateliê. “Essa festa tem uma coisa que mexe com a autoestima, todo o mundo quer ficar muito bonito e se vestir ludicamente. A gente se liberta de tudo, fica mais colorido, exuberante, excêntrico. Cada pessoa coloca para fora alguém que deixa o ano inteiro escondido”, comenta.

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Neste ano, Jana decidiu apostar em outro item do vestuário que conquistou as mulheres: os bodies. São quatro modelos, todos brilhantes e metálicos, com estética maximalista. Para a campanha dos lançamentos, ela convidou duas clientes da marca, uma produtora de eventos e uma jornalista, para estrelarem as fotos, feitas no estilo dos anos 1980 em um estúdio de balé - por enquanto, nada de modelos profissionais.

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A musa da marca, aliás, é Dona Odila, avó de Jana. “Se acho alguém interessante, vou fotografar, não importa a altura, se tem estria ou barriga chapada. As pessoas são bonitas de todas as formas”, afirma.

E nem só de verão vive a marca. Em 2017, Jana lançou uma coleção de inverno, formada por calças e casacos de moletom com estampa de corações, óculos com lentes vermelhas e brincos assimétricos, além de uma linha de botas de veludo em parceria com a etiqueta Cravo e Canela - a ideia era oferecer um look completo apenas com peças AQSR.

O próximo passo é expandir a linha para produtos plus size e descobrir novos modelos que possam virar hits. “Marca que faz produto de carnaval é igual a escola de samba, quando a folia acaba, você já tem que pensar no próximo ano”, diz. 

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