México exibe maior exposição já feita sobre Frida Kahlo

Mostra no Palácio de Bellas Artes marca o centenário do nascimento da artista

Agencia Estado

14 Junho 2007 | 18h01

A Cidade do México abriu nesta semana a maior exposição já realizada sobre a obra da artista Frida Kahlo. Mais de 300 mil pessoas são esperadas para a exposição do museu Palácio de Bellas Artes, que será realizada durante dois meses. O evento marca o centenário do nascimento da artista, cuja obra tem sido cada vez mais valorizada nos últimos dez anos. "Eu não acredito que ninguém, depois de ver isto, terá qualquer dúvida sobre a jornada artística de Frida", afirma a diretora do museu, Teresa Franco. Cerca de 350 obras estão sendo expostas, incluindo algumas que foram emprestadas por coleções americanas, assim como 50 cartas pessoais de Frida Kahlo e cem fotos. Dor Nascida na Cidade do México em 1907, Frida começou a pintar em 1925 enquanto se recuperava de um acidente de ônibus que a deixou com constantes dores e permanentemente deficiente. Ele teve de ser operada mais de 30 vezes. Mais de 200 pinturas retratam a sua experiência com dor física. Algumas mostram a sua relação turbulenta com o pintor mexicano Diego Rivera, 20 anos mais velho que ela, que Frida conheceu em 1928, aos 22 anos. No ano seguinte, os dois se casaram. Em 1939, eles se divorciaram, mas voltaram a se unir em 1940. A artista também teria se relacionado com o revolucionário Leon Trotsky, depois que ele fugiu da extinta União Soviética. Frida morreu em julho de 1954, depois de contrair pneumonia. Rivera morreu três anos depois. O feminismo, o estilo de vida e o comunismo de Frida Kahlo são aspectos indissociáveis da sua obra. "Frida precisa ser vista de um lado como uma artista e do outro como uma figura que botou forte ênfase no típico problema feminino."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.