Leilões de arte em Londres podem somar R$ 2 bilhões

Estima-se que na semana que vem colecionadores gastem fortunas em obras

Agencia Estado

14 Junho 2007 | 18h01

Uma série de leilões de arte começará em Londres na próxima segunda-feira, 18, com a perspectiva de colecionadores gastarem até US$ 1 bilhão (R$ 2 bilhões) numa orgia de cinco dias de gastança. Com o mercado de arte impressionista, moderna e contemporânea em alta, e os preços recordes atraindo obras da mais alta qualidade, os leiloeiros prevêem uma onda de vendas frenéticas. A lista de obras postas à venda soa como um "quem é quem" do mundo das artes dos séculos 19 a 21, abrangendo desde Monet, Matisse e Picasso até Francis Bacon, Andy Warhol, Tracy Emin e Damien Hirst. "O mercado de artes está muito forte em todos os setores", comentou Philip Hook, diretor de arte impressionista e moderna na Sotheby´s, numa prévia de um leilão na quarta-feira. "As melhores telas estão sendo trazidas ao mercado." A maior atração da semana será a concorrência entre as casas de leilões rivais Sotheby´s e Christie´s, que vão colocar à venda obras de Monet avaliadas respectivamente em até US$ 29 milhões R$ 58 milhões) e US$ 24 milhões (R$ 48 milhões). Recordes As casas de leilões, incluindo a Phillips de Pury, calculam que, juntas, poderão gerar vendas de cerca de US$ 900 milhões (R$ 1,8 bilhão) ao longo de cinco dias - ou seja, quase US$ 1 bilhão (R$ 2 bilhões). Jussi Pylkkanen, diretor de arte impressionista e moderna da Christie´s, disse à Reuters que as vendas em Londres são as mais fortes que ele já viu. "Mas a situação é muito diferente hoje da época do boom do final dos anos 1980. O mercado de hoje tem um núcleo realmente sólido e é forte em todos os setores." Philip Hook acredita que as pinturas de plantas aquáticas, as ninféias, de Monet - que não são vistas em público há 70 anos e são avaliadas em entre 10 e 15 milhões de libras - podem marcar o recorde de preço para obras do artista. Novos compradores "Não falta dinheiro para boas obras de arte", disse Hook. "Mas o mais importante é que obras realmente boas estão sendo levadas ao mercado, de modo que a qualidade está melhorando nitidamente. Este Monet não chegaria a um leilão um ano atrás." E se os milionários compradores de arte russos, chineses e asiáticos são uma grande força e respondem por uma parcela cada vez maior dos valores negociados nos leilões, os colecionadores europeus e americanos continuam presentes em todos os níveis. "Temos obras de qualidade incrível sendo oferecidas por clientes de todo o mundo e sendo compradas por clientes de todo o mundo", disse Pylkannen. "Isso conferiu ao mercado uma força que nunca teve antes. Não é apenas o Velho Mundo comprando grandes mestres. Existe toda uma nova geração de compradores cujos gostos variam do impressionista ao pós-guerra e ao contemporâneo."

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